Por que é gostoso ir ao estádio?

As férias de janeiro de 2000 tiveram um sabor especial para mim. Estava no auge da minha paixão pelo Corinthians e não poderia estar mais feliz: meu time havia acabado de ser bicampeão brasileiro e estava disputando o primeiro Mundial Interclubes da Fifa. No dia 7 de janeiro daquele ano, o Corinthians iria enfrentar um adversário poderoso, o Real Madrid, de Roberto Carlos e Raul. O jogo seria quente, mas de torcida única, por isso, meu pai achou que seria uma boa ideia me levar pela primeira vez ao estádio – o jogo seria no Morumbi. Saímos de casa e eu lembro até da roupa que eu estava usando: uma camisetinha vermelha e macacão jeans. Mas chovia tanto que, quando chegamos à Rua da Consolação, meu pai achou melhor voltarmos. Segundo ele, eu não fiquei brava, só um pouquinho triste, mas lembro de ter ficado aliviada por chegar em casa a tempo de assistir ao jogo.

Eu não fui ao jogo, mas, 9 anos depois, um amigo que foi fez questão de me presentear com o ingresso :)

E as previsões não erraram, o jogo foi quente. Aos 18 minutos do primeiro tempo, Anelka marcou para o Real Madrid. Dez mais tarde, Edílson deixou tudo igual, para depois virar. Anelka deu o troco e igualou o placar mais uma vez. Quando tudo parecia definido, Anelka, de novo, sofreu falta na grande área. Chutou forte, mas foi impedido de comemorar por Dida, que fez jus à fama de muralha e defendeu mais um pênalti. O placar ficou 2 a 2 e esse foi o melhor jogo que eu não fui.

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Oito anos depois desse episódio, fiz, enfim, minha estreia no estádio. Dessa vez, a situação era um tanto diferente: o jogo era contra o São Caetano, o estádio era o Pacaembu e o campeonato era a Série B do Brasileirão. Mas a minha ansiedade era digna da criança de 11 anos que eu era em 2000. O jogo foi apenas 1 a 0 para o Corinthians, mas ver aquele único gol ao vivo e sentir a vibração da torcida, literalmente, na pele me fez amar estar ali. Naquele ano, voltei ao estádio mais 3 vezes. Vi um empate suado (Corinthians x Santo André) e duas vitórias tranquilas (Corinthians x Paraná e Corinthians x Fortaleza), que apenas reforçaram o quanto eu realmente gostava de viver aquilo. Mas, depois dessas 4 vezes, não sei bem o porquê, ir ao jogo virou algo raro.

Desde a minha estreia, em 2008, fui apenas 12 vezes ao estádio (e só 5 foram partidas do Corinthians) e, por isso, não posso dizer que sou uma frequentadora assídua. No entanto, toda vez que vou ao jogo, parece que tenho 11 anos de novo. A mágica começa quando entro no estádio e vejo aquele verde tão verde do gramado. Ainda me impressiona pensar que tanta coisa acontece “dentro” daquele retângulo marcado por linhas brancas. Em seguida, vem aquela sensação, que mistura medo e animação, otimismo e pessimismo, e só cresce quando o apito soa e a bola rola. Cada lance é uma surpresa em tamanho real (ou quase isso) e, em alguns momentos, até gritamos “GOL” na hora errada, tamanha é a vontade de comemorar. Mas quando ele finalmente acontece, não existe sensação igual. Você simplesmente sabe o porquê de estar ali. Às vezes, 90 minutos parecem pouco. Outras, muito. Às vezes, parece que a bola rola em câmera lenta. Em outras, ela rola rápido demais. O resultado nem sempre é satisfatório e não há frustração pior do que sair do estádio sem ver um gol sequer. Mas (quase) nada é capaz de arruinar esse momento.

No último domingo, foi a primeira vez que estive no estádio quando o Corinthians perdeu e foi eliminado. Sim, foi triste. Mas muito menos do que se eu estivesse em casa, sozinha. Estar ali me fez sentir confortável por poder dividir a minha frustração com tanta gente, ainda que em silêncio. Ao mesmo tempo, ouvir a vibração da torcida, mesmo com a derrota, lava a alma e faz esquecer um pouco a decepção. Porque aquilo é verdade, é Corinthians e, acima de tudo, é futebol. E é por isso que gosto tanto de ir ao estádio. Porque me faz lembrar da minha paixão na infância e do jogo que nunca fui, mas que guardo com todo o carinho. Me faz sentir à flor da pele e, de vez em quando, isso é bom. Mas , principalmente, não me deixa esquecer por que eu gosto tanto desse esporte: afinal, futebol não são apenas 22 caras correndo atrás de uma bola. Futebol é algo que se sente.

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Not Dead and Not For Sale

Se eu ainda pensasse que rockstars eram homens inatingíveis e inabaláveis, Not Dead and Not For Sale, a autobiografia de Scott Weiland, líder do Stone Temple Pilots e ex-vocalista do Velvet Revolver, teria acabado com a minha teoria. No livro, co-assinado por David Ritz, Scott se mostra tão simples e humano como qualquer um de nós e parece querer muito mais do que simplesmente contar sua trajetória no mundo da música: é como se ele procurasse por respostas para os seus próprios questionamentos e razões para perdoar a si mesmo por tantos erros cometidos ao longo dos anos. É possível dizer até que sua bem-sucedida carreira (apesar de subestimada) serve como pano de fundo para suas histórias de amor – com a música, as (poucas) mulheres e, por que não, com as drogas.

Capa dura com letras douradas e sobrecapa

O que mais estou gostando nessa brincadeira de ler biografias de cantores é que elas me ajudam a “desvendar” as músicas da banda em questão e, consequentemente, acabo amando-as mais ainda. No caso do Scott, consegui entender de onde veio a inspiração para tantas canções maravilhosas: da infância conturbada, das reflexões sem propósitos, das revoltas passageiras, do universo paralelo das drogas, das perdas irreparáveis, dos sentimentos incompreendidos, mas, principalmente, dos casos de amor mal-resolvidos e da mulher de sua vida, Mary Forsberg. Em outras palavras, ele foi capaz de transformar todas as suas frustrações e realizações em música. Algumas são perfeitas, a maioria é muito boa, outras são apenas boas e outras poucas, nem tanto. Mas todas têm aquele toque pessoal que, na minha opinião, é o principal ingrediente para canções memoráveis, que transpiram verdade.

Voltando ao livro, é fácil notar que escrever a autobiografia foi a maneira que Scott encontrou de exorcizar os seus demônios e (tentar) recomeçar do zero. Em Not Dead and Not For Sale, ele não tenta se justificar. Pelo contrário, assume todas as culpas que carrega e também se isenta daquelas que não acredita serem justas. Fala sobre os acontecimentos que marcaram sua vida e que, de alguma forma, guiaram sua história e também conta seus casos de amor e histórias inusitadas. Em resumo, o livro é um desabafo sincero. É denso e intenso ao mesmo tempo em que parece ser um bate-papo despretensioso com muitas doses de sarcasmo e senso de humor peculiar.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: fotos do casamento, journal of memories (sim, o que ele cita e que aparece em Fall to Pieces, do Velvet Revolver) e muitas fotos pessoais.

 Not Dead and Not For Sale me fez chorar como um bebê, de um jeito que nenhum outro livro já havia feito. Em partes, porque, como disse na resenha sobre a autobiografia de Anthony Kiedis, o que li naquelas páginas não era ficção. Elas aconteceram, são de verdade e fazem parte da história de alguém. Mas as maiores razões para tantas lágrimas foram a humildade e a sinceridade de Scott. A culpa, o remorso, a mágoa e o arrependimento, infelizmente, estão presentes em todo o livro e é triste pensar que também façam parte da vida do cantor. No entanto, ao final da obra, você se surpreende (e, no meu caso, se alivia) por saber que Scott acredita ainda ter muitas coisas para fazer nesse mundo. E isso me faz pensar que escrever essa autobiografia possibilitou que ele descobrisse muito mais do que as respostas que procurava: acho que encontrou a redenção ♥

“I am, I am, I said I’m not myself, but I’m not dead and I’m not for sale. Hold me closer, closer let me go. Let me be, just let me be” – de Trippin’ on a hole in a paper heart, Stone Temple Pilots

Título original: Not Dead and Not For Sale
Autor: Scott Weiland com David Ritz
Ano: 2011
Páginas: 288
Tempo de leitura: 4 dias
Avaliação: 5 estrelas

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We Die Young

O talento de Layne Staley, vocalista do Alice in Chains, era inegável: sua voz não era apenas poderosa ou afinada; tocava no fundo da alma. Ou melhor, ainda toca. No entanto, minha admiração por ele vai além disso: gosto mesmo – e muito – do contraste entre a voz forte e a aparência quase frágil; entre as músicas profundas e sombrias que era capaz de escrever e o senso de humor apurado que tinha. Parecia ser um homem tão doce quanto amargurado.

No dia 5 de abril de 2002, Layne morreu, vítima de overdose. Na época, eu não lembro de ter tomado conhecimento do fato e, se tomei, não me importei. Mas hoje, depois de conhecer mais sobre o Grunge e descobrir o Alice in Chains, eu me sinto no direito de lamentar. E o que me consola é saber que o que ele criou irá viver para sempre e ainda conquistará muitas pessoas, como eu, mesmo que com anos de atraso.

As músicas que Layne escreveu podem não ter sido o suficiente para aliviar a angústia e solidão que ele mesmo sentia. Mas tenho certeza que foram capazes de acalmar muitos outros corações inquietos.

“If I can’t be my own… I’d feel better dead”, Layne Staley – Thanks and RIP ♥

Hoje também é aniversário da morte de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana e outro ícone do Grunge. 18 anos se passaram.

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And I feel it…

Stone Temple Pilots. Ouço essas três palavras há muito tempo: na infância, era o nome da banda que a MTV classificou (erroneamente) como a sucessora do Pearl Jam; no final da adolescência, era uma das bandas favoritas do meu namorado; e, agora, é a minha banda preferida. É até estranho dizer isso, pois até outro dia, ninguém –  muito menos eu – sequer imaginava que o meu tão amado The Killers perderia seu posto. Mas aconteceu.

Stone Temple Pilots

Tudo começou em 2010, quando o Stone Temple Pilots veio ao Brasil pela primeira vez. Eu baixei algumas músicas para acompanhar meu namorado ao show, mas não morri de amores. No entanto, terminei o dia 10 de dezembro surpreendida: mesmo sem saber a maioria das canções, a apresentação me contagiou tanto que até entrou para o meu top 3, ao lado de The Killers e Kaiser Chiefs. É verdade que, alguns dias depois, a animação sumiu e tudo voltou a ser como antes. Mas a lembrança daquele show perfeito fez meus olhinhos brilharem quando o Stone Temple Pilots foi confirmado no SWU 2011.

Scott Weiland

E no dia 14 de novembro, lá estávamos nós, debaixo de chuva e com lama até as canelas, para prestigiar Alice in Chains, Faith no More e, mais uma vez, Stone Temple Pilots. Eu estava ansiosa e empolgada, mas, mesmo assim, não pensei que as primeiras batidas da agitada Crackerman fariam meus olhos pinicarem. E a noite seguiu com mais episódios surpreendentes: ao longo do show, percebi que aquelas mesmas músicas que eu havia prestigiado ao vivo há um ano soavam diferentes aos meus ouvidos. Mais profundas, contagiantes e emocionantes. E a chuva, que não cessava, fazia o papel das lágrimas que surgiam, ameaçavam cair, mas se limitavam a apenas umedecer os olhos.

De novo, terminei o show surpresa – como podia uma banda da qual eu nem era fã me deixar assim por duas vezes? – e deixei Paulínia com aquela nostalgia boa. No entanto, dessa vez os dias seguintes foram diferentes. Eu não conseguia parar de ouvir Stone Temple Pilots, mas nem imaginava que isso se tornaria a rotina dos próximos meses. A listinha do iPod, que antes contava com 6 músicas, foi crescendo e, quando percebi, já havia baixado (e amado) os 6 álbuns da banda. Mas a verdade, eu logo notei, é que a minha paixão não atendia pelo nome de Stone Temple Pilots e, sim, por Scott Weiland – o vocalista. Afinal, alguns dias depois, eu já estava louca pelos dois CDs do Velvet Revolver, banda que ele também liderou, e o próximo passo apenas confirmou o novo vício: em questão de mais alguns dias, 12 Bar Blues e “Happy” in Galoshes, os dois álbuns solo do Scott, já estavam em modo repeat.

Velvet Revolver

E é em momentos assim que eu tenho mais certeza ainda de que realmente gosto de me apaixonar por coisas com enorme atraso e me faço aquela pergunta: “o que eu estava fazendo enquanto isso tudo acontecia?”. E a resposta, nesse caso, provavelmente seria “aprendendo a andar e frequentando a pré-escola”, já que o Grunge estourou em 1990 e o STP, em 1992 (e eu  nasci em 1988). Então, para o meu próprio consolo, procuro pensar que nunca é tarde para descobrir coisas que nos inspirem e encantem. 

E nesse ritmo frenético, já se passaram 4 meses desde o fatídico show e, até agora, não sei bem o que tanto me agradou. É fato que Scott Weiland, seja com Stone Temple Pilots ou Velvet Revolver, contribuiu de forma significativa para o mundo da música. Mas, para mim, é algo muito maior do que isso. Não é só a voz,  não são só as letras e batidas ou as canções em si. Talvez seja a forma como as notas e frases parecem invadir territórios desconhecidos e causar sensações que, ironicamente, pareço não saber colocar em palavras.  Mas sei que é algo vai além de ritmos e estrofes. Pode ser mais uma daquelas coisas que não têm explicação ou para as quais a explicação pouco importa. No entanto, teimosa que sou, não consigo parar de procurá-la. Agora, se você quiser mesmo saber… acho que não faço questão de desvendar esse mistério tão cedo.

“Pain and suffering and the romance of that. The concept of all that seems sexy” – Scott Weiland (talvez, isso explique um pouquinho da minha paixão)

Esse post serve para contextualizar a resenha de Not Dead and Not For Sale, a autobiografia de Scott Weiland, que deve sair em breve.

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Sobre crescer e evoluir

No caminho de volta da faculdade, entrei no metrô e, como de costume, parei próxima à porta e segurei no apoio à minha esquerda. Quando o trem saiu do lugar, a pessoa que estava ao meu lado quase caiu. Olhei pra ela e ela olhou pra mim. E foi aí que a reconheci: Patrícia havia estudado inglês comigo há dois anos. A dedicação dela durante as aulas contrastavam com seu estilo desleixado – calças largas e tênis de skatista eram seu “uniforme”, pelo menos aos sábados. No entanto, dessa vez, quando a vi, percebi que ela já não era mais a garota estilosa que conheci. Vestia roupas normais, de gente que cresceu e foi obrigada a deixar alguns gostos pra trás: calça social, sobretudo preto, camisa branca, bota de bico fino e até um crachá pendurado no pescoço. Foi quando olhei para o meu reflexo na porta do trem e notei que eu também não sou mais a mesma menina de dois anos atrás. Agora, também visto roupas de gente que cresceu e foi obrigada a abandonar antigos gostos. E sabe o que mais? Quase todas as minhas idéias, princípios, sonhos e vontades foram renovados junto com as roupas que eu guardava no meu armário. E então eu percebi algo que eu já deveria saber: não foi só a Patrícia que cresceu, eu também cresci.

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Ultimamente, tenho pensado muito (mais) sobre essa “brincadeira” de crescer. E, justamente no meio de uma das minhas reflexões, me deparei com esse texto, que escrevi em meados de 2008. Confesso que me assustei: não tinha me dado conta de que venho pensando no assunto há, possivelmente, mais de 4 anos. Mas relê-lo me fez perceber que, talvez, o nome disso não seja crescer e, sim, evoluir. A minha essência e os meus princípios continuam os mesmos, já as minhas ideias se multiplicaram. E os sonhos e vontades… ah, esses são meus combustíveis,  que renovo de tempos em tempos, sempre com um dos pés fincados no chão. Acho que evolução é mais ou menos isso: desvendar nossas vontades, correr atrás do que queremos e entender que sonhos vêm e vão. Decepções e frustrações fazem parte do jogo e, por isso, evoluir também inclui superar.

No final das contas, reler esse texto antigo me fez muito bem. Ao terminar de “processá-lo”, tive uma certeza: não sei quais rumos vou seguir, mas evoluir é algo que quero fazer para sempre. Ainda que doa muito mais do que me desfazer de roupas velhas.

“Tryin’ hard was never good enough, I’ve got a lot to learn”

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Amor bandido

Foi amor quase à primeira vista. Tudo o que ela fazia era legal, diferente e me divertia. Ela também era inteligente e bem-sucedida. Fazer parte da vida dela se tornou um sonho, quase uma obsessão, que eu achei que jamais viraria realidade. Eis que, um dia, após uma verdadeira competição, conquistei meu lugar ao sol e ela, finalmente e de uma vez por todas, passou a fazer parte do meu dia a dia. Como em todo começo de relacionamento, nós eramos unha e carne. Eu achava ela o máximo, melhor até do que eu imaginava, e ela me fazia sentir inteligente e bem-sucedida, exatamente como eu a via. Nossos almoços tinham os melhores cardápios, os lanches da tarde eram especiais, meu guarda-roupa ganhou um upgrade e, até onde eu sei, a maiorias das pessoas invejava nossa relação. Inocente, pensei que tudo aquilo duraria para sempre, mas o tempo passou e tivemos nossa primeira crise. Ela disse que sentia minha falta, mas que não podia ficar comigo naquele momento. Sofri e chorei, mas, no final, me sujeitei a viver como ela propôs porque achei que seria melhor do que não tê-la mais. Certo dia, voltamos a ser quase como antes. O “quase” me incomodava, mas eu estava disposta a ser paciente e esperar que tudo fosse como eu gostaria novamente. Promessas foram feitas, mas nunca cumpridas, e expectativas foram destruídas. Conforme o tempo passava, as qualidades começavam a diminuir – ou os defeitos começavam a aparecer? – e hoje eu sei que ela não me trata tão bem, mas ainda reconheço que é ótima em outras coisas. Também sei que ela não é exatamente o que mereço ou o melhor que posso ter, só que é difícil aceitar que, às vezes, os caminhos se dividem e é preciso tomar rumos diferentes. Mas acho que estou prestes a entender que o sonho de todo mundo pode não ser mais o meu e que a vida é muito mais do que um amor.

 

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Filme: Amor a toda prova

Cal (Steve Carell) é pego de surpresa quando sua esposa, Emily (Julianne Moore), pede o divórcio. Sem saber o que fazer, ele resolve ir ao bar e lá se depara com Jacob (Ryan Gosling), um frequentador assíduo do local que, a cada noite, sai com uma mulher diferente. Cal passa a ir ao mesmo bar todas as noites e Jacob percebe que está sendo observado, por isso, oferece ajuda para transformar Cal em um verdadeiro conquistador. A dupla acaba bem-sucedida na missão, no entanto, isso não significa que Cal tenha esquecido Emily. Enquanto ainda tenta reconquistá-la, Jacob conhece Hannah (Emma Stone), uma garota que pode mudar o seu jeito de tratar as mulheres.

Pela sinopse, Amor a toda prova parece ser apenas mais um filminho água com açúcar e, ok, não é nenhum roteiro digno de Oscar. No entanto, o longa, que fica entre comédia romântica e dramática, merece elogios pelas histórias bem amarradas. Além dos dois romances principais, Amor a toda prova ainda conta com outras histórias de amor paralelas, que dão um toque especial à trama – principalmente o romance vivido pelo filho de Cal. O elenco repleto de grandes nomes é um espetáculo a parte: Steve Carell, Emma Stone, Julianne Moore e Ryan Gosling (mais lindo do que nunca) têm química e são o grande charme do longa.

Conclusão: Amor a toda prova é uma ótima opção para as amantes de comédias românticas e derivados, como eu, mas também pode surpreender. Recomendo!

Título original: Crazy, Stupid, Love
Diretor: Glenn Ficarra e John Requa
Ano: 2011
Minutos: 118
Elenco: Ryan Gosling, Steve Carell, Julianne Moore, Kevin Bacon, Emma Stone e Marisa Tomei
Avaliação: 4 estrelas

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