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Trippin’ on a hole

Depois de meses de sumiço e algumas reviravoltas da vida, acho que estou pronta para voltar ao blog. Mas, dessa vez, algumas coisas serão diferentes. Não quero mais “bloggar” – e, se tiver alguém aí, por favor, não ache que estou cuspindo no prato que comi. É que, por muitos anos, eu quis ter um “blog de sucesso”, seja lá o que isso significa. E tive a sorte de ter experiências bem-sucedidas, mas, agora, acho que chegou a hora de voltar às origens e fazer algo para mim.

Quero visitar outros blogs e ler outros textos apenas pelo prazer de fazê-los e não porque “devo” visitas e comentários. Assim como quero escrever apenas para registrar, refletir e desabafar e não mais pensar em como agradar meus “leitores”.

Escrever é algo que também faço por ofício, mas fazê-lo sem propósitos sempre será minha paixão e terapia. Sempre será um “lugar” onde me sinto bem comigo mesma. Mas, acima de tudo, sempre será o que mais me inspira ao mesmo tempo em que é onde deposito todas as minhas inspirações. Por isso, acho que preciso desse espaço para dar continuidade a esse ciclo e escrever sem precisar colocar um ponto final.

Quem quiser ler, comentar e opinar será, como sempre, bem-vindo. Mas não esperem grandes coisas, pois eu mesma não sei o que está por vir.

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Por que é gostoso ir ao estádio?

As férias de janeiro de 2000 tiveram um sabor especial para mim. Estava no auge da minha paixão pelo Corinthians e não poderia estar mais feliz: meu time havia acabado de ser bicampeão brasileiro e estava disputando o primeiro Mundial Interclubes da Fifa. No dia 7 de janeiro daquele ano, o Corinthians iria enfrentar um adversário poderoso, o Real Madrid, de Roberto Carlos e Raul. O jogo seria quente, mas de torcida única, por isso, meu pai achou que seria uma boa ideia me levar pela primeira vez ao estádio – o jogo seria no Morumbi. Saímos de casa e eu lembro até da roupa que eu estava usando: uma camisetinha vermelha e macacão jeans. Mas chovia tanto que, quando chegamos à Rua da Consolação, meu pai achou melhor voltarmos. Segundo ele, eu não fiquei brava, só um pouquinho triste, mas lembro de ter ficado aliviada por chegar em casa a tempo de assistir ao jogo.

Eu não fui ao jogo, mas, 9 anos depois, um amigo que foi fez questão de me presentear com o ingresso :)

E as previsões não erraram, o jogo foi quente. Aos 18 minutos do primeiro tempo, Anelka marcou para o Real Madrid. Dez mais tarde, Edílson deixou tudo igual, para depois virar. Anelka deu o troco e igualou o placar mais uma vez. Quando tudo parecia definido, Anelka, de novo, sofreu falta na grande área. Chutou forte, mas foi impedido de comemorar por Dida, que fez jus à fama de muralha e defendeu mais um pênalti. O placar ficou 2 a 2 e esse foi o melhor jogo que eu não fui.

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Oito anos depois desse episódio, fiz, enfim, minha estreia no estádio. Dessa vez, a situação era um tanto diferente: o jogo era contra o São Caetano, o estádio era o Pacaembu e o campeonato era a Série B do Brasileirão. Mas a minha ansiedade era digna da criança de 11 anos que eu era em 2000. O jogo foi apenas 1 a 0 para o Corinthians, mas ver aquele único gol ao vivo e sentir a vibração da torcida, literalmente, na pele me fez amar estar ali. Naquele ano, voltei ao estádio mais 3 vezes. Vi um empate suado (Corinthians x Santo André) e duas vitórias tranquilas (Corinthians x Paraná e Corinthians x Fortaleza), que apenas reforçaram o quanto eu realmente gostava de viver aquilo. Mas, depois dessas 4 vezes, não sei bem o porquê, ir ao jogo virou algo raro.

Desde a minha estreia, em 2008, fui apenas 12 vezes ao estádio (e só 5 foram partidas do Corinthians) e, por isso, não posso dizer que sou uma frequentadora assídua. No entanto, toda vez que vou ao jogo, parece que tenho 11 anos de novo. A mágica começa quando entro no estádio e vejo aquele verde tão verde do gramado. Ainda me impressiona pensar que tanta coisa acontece “dentro” daquele retângulo marcado por linhas brancas. Em seguida, vem aquela sensação, que mistura medo e animação, otimismo e pessimismo, e só cresce quando o apito soa e a bola rola. Cada lance é uma surpresa em tamanho real (ou quase isso) e, em alguns momentos, até gritamos “GOL” na hora errada, tamanha é a vontade de comemorar. Mas quando ele finalmente acontece, não existe sensação igual. Você simplesmente sabe o porquê de estar ali. Às vezes, 90 minutos parecem pouco. Outras, muito. Às vezes, parece que a bola rola em câmera lenta. Em outras, ela rola rápido demais. O resultado nem sempre é satisfatório e não há frustração pior do que sair do estádio sem ver um gol sequer. Mas (quase) nada é capaz de arruinar esse momento.

No último domingo, foi a primeira vez que estive no estádio quando o Corinthians perdeu e foi eliminado. Sim, foi triste. Mas muito menos do que se eu estivesse em casa, sozinha. Estar ali me fez sentir confortável por poder dividir a minha frustração com tanta gente, ainda que em silêncio. Ao mesmo tempo, ouvir a vibração da torcida, mesmo com a derrota, lava a alma e faz esquecer um pouco a decepção. Porque aquilo é verdade, é Corinthians e, acima de tudo, é futebol. E é por isso que gosto tanto de ir ao estádio. Porque me faz lembrar da minha paixão na infância e do jogo que nunca fui, mas que guardo com todo o carinho. Me faz sentir à flor da pele e, de vez em quando, isso é bom. Mas , principalmente, não me deixa esquecer por que eu gosto tanto desse esporte: afinal, futebol não são apenas 22 caras correndo atrás de uma bola. Futebol é algo que se sente.

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Retrospectiva 2011

Todo final de ano é a mesma história: não consigo fugir do clichê das retrospectivas. Acontece que o tempo passa rápido demais e, às vezes, essa velocidade nos impede de perceber como as coisas mudam. Então, quando chega perto do Ano Novo, é inevitável recorrer às famosas retrospectivas para, enfim, descobrir quais foram as mudanças e momentos marcantes dos últimos 365 dias! Vamos lá para a primeira de 2011!



  • 5 coisas boas de 2011:

1. Minha evolução profissional
2. O festival SWU
3. Começar a fazer academia
4. Corinthians pentacampeão brasileiro, haha
5. Finalmente, a minha carta de motorista (que ainda não chegou)

  • 5 coisas ruins de 2011:

1. Meus momentos de insegurança
2. Decepções e frustrações
3. O show da Britney Spears
4. A eterna espera pela minha contratação oficial
5. Ai, não sei. Isso é bom, né?

  • 5 coisas que vão deixar saudade em 2012:

1. Minha mãe, sempre
2. Depois de dois anos seguidos, o show do Stone Temple Pilots, haha
3. Para resumir, tudo o que vai e não volta mais :(
4. Vide acima
5. Vide acima

  • 5 coisas que eu preciso fazer em 2012:

1. Viajar
2. Ser (finalmente) contratada
3. Ver mais shows
4. Tirar férias
5. Ser mais paciente

  • 3 bandas que marcaram 2011:

1. Stone Temple Pilots
2. Faith no More
3. Alice in Chains

  • 3 filmes que marcaram 2011:

1. Um Dia
2. Cisne Negro
3. O Discurso do Rei

  • 5 indicadas:

Quem quiser, feel free :)

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E foi Corinthians!

O grito de “é campeão!” já estava engasgado na garganta há um ano. Na última semana, incomodava como se fosse uma faringite aguda. Acho que eu, assim como todos os outros corintianos, nunca esperei tanto por um domingo e a ansiedade pelo desfecho, que se misturava a toda hora com o medo do final indesejado, deixava tudo um pouco mais dramático do que deveria. A maioria dizia que era apenas uma questão de tempo. Que estava na cara que o Corinthians seria campeão. Mas, por mais óbvio e clichê que seja dizer isso, futebol é futebol e Corinthians é Corinthians. Ou seja, a gente espera de tudo – para o bem e para o mal.

Foram 90 minutos que pareceram o dobro ou até mesmo o triplo. Os 90 minutos mais longos dos últimos tempos. E, dentro da minha cabeça, o otimismo e o pessimismo se confrontavam a todo instante e faziam minhas mãos suarem frio. As mesmas mãos tapavam os olhos parcialmente em momentos de perigo. Levavam também o travesseiro à cabeça, como se isso fosse capaz de acalmar a batalha que acontecia lá dentro.

Quando o jogo do Vasco terminou, o Corinthians era, enfim, confirmado campeão brasileiro de 2011. Mas, como se algo ainda pudesse dar errado, eu fiz questão de esperar pelo apito final no clássico paulista para só então deixar o nervosismo ir embora e comemorar. Esse Corinthians é um dos mais cheios de raça que vi nos últimos anos, por isso, o título foi mais do que merecido e, como sempre, a festa foi linda.

Quem não gosta de futebol pode não entender como “22 homens correndo atrás de uma bola” pode ser tão interessante. E, sabe, eu também nunca entendi. Mas esse é o tipo da coisa que não se justifica, simplesmente se sente. E quem já sentiu essa paixão incondicional não precisa de explicações coerentes.

O já tradicional “Vai Corinthians” funcionou como nunca e agora, é penta!

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Memes

Como meu final de semana não foi muito relevante (não que os outros tenham sido, haha), resolvi substituir o post já tradicional das segundas-feiras pelos memes que a Amanda Cristina me passou :)

Meme musical

Brandon, seu lindo!

1. Seu cantor favorito: Brandon Flowers
2. Sua cantora favorita: Britney Spears (sim, eu admito!)
3. Uma banda e/ou um grupo: The Killers
4. Uma música que te marcou no passado e uma que está marcando no presente: And Then You Kissed Me (Cardigans) e Till The World Ends (Britney Spears).
5. A música da minha vida: impossível escolher uma…
6. Uma música que te lembra um dia feliz e uma que te lembre um dia triste: Human (The Killers) e Nothing in My Way (Keane)
7. Uma música que te enche de saudade: Woman (John Lennon)
8. Se pudesse assinar seu nome e dizer “Essa música é minha”, qual seria? Sweet Talk (The Killers)
9. Cite três estilo musicais que você adora e três estilos musicais que você não suporta ouvir: Pop, Rock e Rock/Pop (haha); Pagode, Funk e Forró.
10. Cinco músicas de sua playlist (de preferência, uma que não tenha sido citada acima): Ruby (Kaiser Chiefs), Blackie’s Dead (Scarlett Johansson feat. Pete Yorn), Radioactive (Kings of Leon), Smooth Criminal (Michael Jackson) e Charmless Man (Blur).

Meme literário

Foto: Sxc.hu
1. Por que entre tantas atividades você prefere ler?
Ler, para mim, é uma forma de viver outras histórias que, geralmente, são bem diferentes das minhas. Mas, ao mesmo tempo, é também um jeito de me identificar e colocar a minha própria vida em perspectiva. É uma maneira de controlar a minha ansiedade e me distrair, esquecendo um pouco das questões do dia a dia.
2. Por que gosta de ler livros físicos? 
Não sei explicar… nunca li e-books, mas acredito que não seria a mesma coisa.  A questão é que eu sou sistemática e, se eu não tenho o livro em mãos, não sinto que a experiência foi completa.
3. Por que comprar livros?
Também por ser sistemática, pra mim é importante comprar o livro, faz parte da experiência. Não gosto nem de pegar emprestado.
4. De onde vem seu incentivo de leitura, os blogs literários têm alguma influência nele?
Como jornalista, eu poderia dizer que ler sempre foi um hobby. Mas seria mentira. Até o final do primeiro ano de faculdade, eu não gostava de ler e não tinha o costume. Até que comprei O Diário da Princesa e nunca mais parei de ler. Meu gênero favorito é o chick lit, mas essa paixão me levou a ler outros estilos também. E, hoje, eu posso dizer que a leitura é um dos meus hobbys favoritos – já são 6 anos! Um momento só meu, mas que pode ser compartilhado com muitas outras pessoas, depois. Os blogs com certeza aumentam a vontade de ler, já que vemos muitas resenhas e novidades e ainda temos pessoas para compartilhar as opiniões!
5. Você lê o que está na moda ou segue algum escritos que te agrade?
Não me importo de ler o que está na moda, mas não saio seguindo tendências. Existem escritores que sigo fielmente, mas também gosto de conhecer novos. E quando me apaixono por um livro de um “novo” autor, tenho a mania de procurar todos os outros livros que ele já escreveu.
6. Ler um livro atrás do outro faz bem?
Acho que depende de cada pessoa, mas, para mim, é fundamental. Às vezes, faço uma pausa nas leituras, mas, geralmente, gosto de ler um atrás do outro. Pra mim, faz bem!
7. Indique alguns blogs a responderem o meme.
Karina e Priscila, porque sei que elas gostam. Mas quem quiser, fique à vontade ;)

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Sweet talk, here we go!

Eu sempre fui um pouco hiperativa. E sempre odiei me sentir entediada . Na infância, a hiperatividade se manifestava em treinos de natação, seguidos por pedaladas infinitas em volta do quintal. Anos depois, gastava parte das energias em partidas de handball na escola e complementava o dia com jogos solitários de vôlei. Hoje, deixo a minha hiperatividade escapar principalmente em forma de palavras – como se escrever por ofício já não fosse suficiente – e é nelas também que encontro uma fuga para o tédio.

O blá blá blá acima é todo verdadeiro. Mas também é uma desculpa para a criação de mais um blog. Estava feliz e satisfeita até outro dia, quando o bichinho da hiperatividade me atacou de novo e, como se fosse uma refém indefesa, me senti obrigada a buscar um novo desafio. Aqui, eu quero falar um pouco sobre tudo o que eu gosto (livros, filmes, música, girlie stuff, etc.), expressar opiniões, compartilhar ideias e reflexões. Com uma pitada de hiperatividade descontraída e outra do meu humor mau humorado.

Here we go?

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