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Fall to Pieces – A Memoir of Drugs, Rock ‘n’ Roll and Mental Illness

Mary Forsberg Weiland é ex-mulher de Scott Weiland, vocalista do Stone Temple Pilots, e Fall to Pieces – A Memoir of Drugs, Rock ‘n’ Roll and Mental Ilness é sua autobiografia. Sim, à primeira vista, Fall to Pieces parece um “golpe” típico da ex-mulher de um rockstar, apenas uma maneira de se fazer notar. No entanto, depois de vencer esse preconceito e começar a ler o livro, você descobre que se a autobiografia de Mary é mesmo uma tentativa de autopromoção, então, ela está sob um disfarce bem convincente.

Como o próprio nome já diz, Fall to Pieces – A Memoir of Drugs, Rock ‘n’ Roll and Mental Illness conta a história da ex-modelo com as drogas, o rock e o Transtorno Bipolar. Mas é claro que grande parte do livro é dedicada a Scott, afinal, os dois se conheceram quando Mary tinha apenas 16 anos e vivem/viveram uma história que já dura mais de 20. Se em sua própria autobiografia, Not Dead and Not For Sale, Scott não deixa dúvidas de que Mary é a mulher de sua vida, em Fall to Pieces, é possível entender a reciprocidade e autenticidade desse amor. Fiquei encantada com as histórias contadas pelos dois e é nítido que realmente existem muitos sentimentos verdadeiros entre eles. Depois de ler Not Dead and Not For Sale, a autobiografia de Scott, foi interessante saber do “outro lado”. É curioso ver como homens e mulheres realmente contam as mesmas histórias de maneiras diferente – e cada forma tem seu charme.

Mary considera seu senso de humor apurado uma de suas maiores qualidades e sua autobiografia nos obriga a concordar. Em vários momentos do livro, ela literalmente faz rir com suas piadas sarcásticas e observações irônicas. Sua autobiografia também tem momentos bem emotivos, mas na  medida certa, sem ser piegas. Só não dei nota máxima para a leitura porque, em alguns momentos, Mary explica muitas coisas sobre o Transtorno Bipolar. E não acho que  esse seja um problema, já que uma das intenções dela com o livro (e também um dos seus projetos de vida) é justamente ajudar pessoas que sofrem com a doença a encontrar o diagnóstico correto. No entanto, essas “intervenções” comprometem um pouco o ritmo da leitura, sim.

Mary e Scott ♥

A grande qualidade de Fall to Pieces – e acredito que um dos caminhos mais certeiros para qualquer biografia – é a sinceridade destemida de Mary. Ela conta muitas história em seu livro e, ao que tudo indica, sem grandes censuras: algumas são quase um conto de fadas, mas, infelizmente, a maioria não é tão doce assim. E é justamente esse lado tão real e humano que torna a autobiografia tão interessante e inspiradora. O que está nessas páginas foi escrito de coração e parece simbolizar a nova fase de Mary: agora, ela está com a alma lavada para continuar seguindo o novo rumo que sua vida tomou.

“Will I find you? Can I find you?”

Título original: Fall to Pieces – A Memoir of Drugs, Rock ‘n’ Roll and Mental Illness
Autor: Mary Forsberg Weiland com Larkin Warren
Ano: 2010
Páginas: 292
Tempo de leitura: 10 dias
Avaliação: 4,5 estrelas

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Not Dead and Not For Sale

Se eu ainda pensasse que rockstars eram homens inatingíveis e inabaláveis, Not Dead and Not For Sale, a autobiografia de Scott Weiland, líder do Stone Temple Pilots e ex-vocalista do Velvet Revolver, teria acabado com a minha teoria. No livro, co-assinado por David Ritz, Scott se mostra tão simples e humano como qualquer um de nós e parece querer muito mais do que simplesmente contar sua trajetória no mundo da música: é como se ele procurasse por respostas para os seus próprios questionamentos e razões para perdoar a si mesmo por tantos erros cometidos ao longo dos anos. É possível dizer até que sua bem-sucedida carreira (apesar de subestimada) serve como pano de fundo para suas histórias de amor – com a música, as (poucas) mulheres e, por que não, com as drogas.

Capa dura com letras douradas e sobrecapa

O que mais estou gostando nessa brincadeira de ler biografias de cantores é que elas me ajudam a “desvendar” as músicas da banda em questão e, consequentemente, acabo amando-as mais ainda. No caso do Scott, consegui entender de onde veio a inspiração para tantas canções maravilhosas: da infância conturbada, das reflexões sem propósitos, das revoltas passageiras, do universo paralelo das drogas, das perdas irreparáveis, dos sentimentos incompreendidos, mas, principalmente, dos casos de amor mal-resolvidos e da mulher de sua vida, Mary Forsberg. Em outras palavras, ele foi capaz de transformar todas as suas frustrações e realizações em música. Algumas são perfeitas, a maioria é muito boa, outras são apenas boas e outras poucas, nem tanto. Mas todas têm aquele toque pessoal que, na minha opinião, é o principal ingrediente para canções memoráveis, que transpiram verdade.

Voltando ao livro, é fácil notar que escrever a autobiografia foi a maneira que Scott encontrou de exorcizar os seus demônios e (tentar) recomeçar do zero. Em Not Dead and Not For Sale, ele não tenta se justificar. Pelo contrário, assume todas as culpas que carrega e também se isenta daquelas que não acredita serem justas. Fala sobre os acontecimentos que marcaram sua vida e que, de alguma forma, guiaram sua história e também conta seus casos de amor e histórias inusitadas. Em resumo, o livro é um desabafo sincero. É denso e intenso ao mesmo tempo em que parece ser um bate-papo despretensioso com muitas doses de sarcasmo e senso de humor peculiar.

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: fotos do casamento, journal of memories (sim, o que ele cita e que aparece em Fall to Pieces, do Velvet Revolver) e muitas fotos pessoais.

 Not Dead and Not For Sale me fez chorar como um bebê, de um jeito que nenhum outro livro já havia feito. Em partes, porque, como disse na resenha sobre a autobiografia de Anthony Kiedis, o que li naquelas páginas não era ficção. Elas aconteceram, são de verdade e fazem parte da história de alguém. Mas as maiores razões para tantas lágrimas foram a humildade e a sinceridade de Scott. A culpa, o remorso, a mágoa e o arrependimento, infelizmente, estão presentes em todo o livro e é triste pensar que também façam parte da vida do cantor. No entanto, ao final da obra, você se surpreende (e, no meu caso, se alivia) por saber que Scott acredita ainda ter muitas coisas para fazer nesse mundo. E isso me faz pensar que escrever essa autobiografia possibilitou que ele descobrisse muito mais do que as respostas que procurava: acho que encontrou a redenção ♥

“I am, I am, I said I’m not myself, but I’m not dead and I’m not for sale. Hold me closer, closer let me go. Let me be, just let me be” – de Trippin’ on a hole in a paper heart, Stone Temple Pilots

Título original: Not Dead and Not For Sale
Autor: Scott Weiland com David Ritz
Ano: 2011
Páginas: 288
Tempo de leitura: 4 dias
Avaliação: 5 estrelas

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Scar Tissue

Após ler Scar Tissue, a autobiografia de Anthony Kiedis, não restaram dúvidas de que o vocalista do Red Hot Chili Peppers foi/é adepto daquela velha máxima: sexo, drogas e rock ‘n’ roll. No entanto, esse lado de Anthony nunca foi segredo para ninguém e suas peripécias não surpreendem tanto. O que realmente nos pega de surpresa e chega até a ser inspirador é a sinceridade e a humildade com que o vocalista do RHCP narra sua própria trajetória – não importa se é um momento de vitória, derrota ou até mesmo desespero.

Claro que, em sua autobiografia, Anthony conta muito sobre a evolução dos Chili Peppers – afinal, esse episódio ocupa mais da metade de sua vida. No entanto, eu diria que, apesar da grande importância, a história da banda não é o principal foco do livro e, muitas vezes, serve como contextualização para o que vem a seguir. As temáticas das canções e as circunstâncias sob quais elas foram escritas, porém, estão presentes em toda a obra e são um de seus principais ingredientes. Mas ainda arrisco a dizer que  Scar Tissue é, na verdade, um relato das viagens narcóticas que guiaram e provavelmente ainda guiam, mesmo que de forma indireta, a vida de Anthony.

A amizade também é um dos pilares da autobiografia de Anthony. Em todos os momentos, ele ressalta a convivência com os amigos e destaca a importância dessas relações, por vezes conturbada e até ambígua. As (muitas) mulheres que passaram pela vida de Anthony também marcam presença na obra e confirmam a minha teoria: sempre achei que ele era o típico pegador, antes mesmo de ser famoso, e agora tenho certeza absoluta. No entanto, por trás da pose de garanhão, parece existir um homem romântico ao seu modo e eternamente apaixonado – ainda que cada vez por uma mulher diferente.

Além de simples e sincero, Anthony também parece ser um cara espontâneo e engraçado. Por outro lado, foi inconsequente e egoísta em muitos momentos de sua vida – principalmente em se tratando do seu vício em drogas. E acho que todas essas qualidades e defeitos aparecem com clareza desde a primeira página de Scar Tissue, o que faz do livro algo extremamente verdadeiro e ainda mostra o lado oposto ao “Anthony Kiedis, o rockstar”.

Essa foi a primeira biografia/autobiografia que li, por isso, não sei até que ponto minha opinião é 100% coerente – principalmente porque amei a experiência de uma forma que pode deturpar minhas ideias. Mas, apesar da minha vida não ter nada a ver com a de Anthony, me identifiquei e, de alguma forma, me senti próxima a ele –  de um jeito que nunca aconteceu com protagonistas de romances. E talvez isso tenha acontecido principalmente por causa da grande diferença que encontrei entre biografia e livros de outros gêneros literários: chorei não por imaginar as cenas, mas, sim, por saber que elas realmente aconteceram.

O que aprendi com Bruna Surfistinha Anthony Kiedis

Embora não possamos comparar a gravidade e complexidade do vício em drogas com quase nada, todos cometemos erros idiotas como se não houvesse amanhã. Com as histórias de Anthony, aprendi que ninguém está imune às escorregadas (how long will I slide? Separate my side…*) e que, de certa forma, temos direito à elas. Mas também aprendi que, para todas, podemos encontrar as soluções corretas. Acontece que realmente existe o tempo certo para determinadas coisas, principalmente quando se trata de amadurecimento – e que isso não seja uma desculpa para a acomodação.

Fui marcando as partes que mais gostava no livro e olha no que deu…

Outra coisa que aprendi foi a admirar, de verdade, o som do RHCP. Saber da história por trás das canções me ajudou a, enfim, entender a complexidade e beleza de suas músicas – mesmo que, para os ouvidos de alguns, soe como alguma coisa qualquer. Até mesmo a já manjada (mas para sempre minha querida) Under The Bridge ficou ainda mais bonita depois que soube em que contexto ela foi escrita.  E se há alguns anos eu descobri que não havia “nascido” para ser fã do RHCP, na semana passada, eu entendi que, mesmo que isso seja verdade, é algo que não me impede de amá-los apreciá-los à minha maneira.

*trecho de Otherside, que é exatamente sobre as idas e vindas da vida narcótica de Anthony.

Mini-spoiler

Recomendo a leitura para quem gosta de RHCP/biografias. Mas, se você não quiser ler, aqui vão algumas curiosidades que vale a pena saber:

Formação original do RHCP

• Hillel Slovak, o primeiro guitarrista e co-fundador do RHCP, foi quem ensinou Flea a tocar baixo. Anthony conta que, até então, Flea passava os dias tocando trompete e até tinha os lábios inchados por isso. Quem diria que, alguns anos depois, ele se destacaria como um dos melhores baixistas de todos os tempos?

• Depois da morte prematura de Hillel, Anthony dedicou a música Knock Me Down (do álbum Mother’s Milk) a ele que, além de guitarrista dos Chili Peppers, era também um de seus melhores amigos. “If you see me getting mighty, if you see me getting high, knock me down”. Meio que um pedido de ajuda, não?

• Quando Kurt Cobain morreu, Anthony escreveu uma música para aliviar a tristeza e o choque. A canção se chama Tearjerker (do álbum One Hot Minute) e é linda. “I like your whiskers, and the dimple in your chin. Your pale blue eyes…”. Impossível não imaginar o Kurt com sua “barbicha, o furinho no queixo e os olhos azuis pálidos”. Declaração de amor!

• River Phoenix também foi homenageado quando faleceu: Transcending (do álbum One Hot Minute) foi a canção que Flea fez para o ator. “Like no other, I love you your my brother”. Declaração de amor 2!

• Jack Irons, ex-bateirista do RHCP, pediu para que Anthony escutasse a fita de uma “tal” banda chamada Pearl Jam. O vocalista não gostou muito, mas para agradar Jack, deixou que eles abrissem seus shows – e depois acabou gostando de Eddie Vedder e sua voz poderosa.

• Anthony se apaixonou e chegou a namorar a cantora Sinéad O’Connor. Segundo ele, o fato da cantora ter a cabeça raspada mostrava que ela não tinha frescuras. O vocalista do RHCP também já saiu com a diretora de cinema Sofia Coppola. Nenhum dos dois relacionamentos vingou.

Memorable quotes

“Este é o meu relato desse período e a história de um menino que nasceu em Grand Rapids, Michigan, migrou para Hollywood e encontrou mais do que podia aguentar no final do arco-íris. Esta é a minha história, com cicatrizes e tudo.”

“Passar por tudo isso mudara nossa forma de ver as coisas. Você não pode ser tão filho da puta quanto era antes, não pode ser tão egomaníaco e não pode achar que o mundo lhe deve tanta coisa, não pode ser aquele cara que diz: “onde está a minha parte?” A minha parte estava justamente em eu estar vivo e ter a oportunidade de fazer música com as pessoas com quem eu mais adorava fazer música.”

Título original: Scar Tissue
Autor: Anthony Kiedis com Larry Sloman
Ano: 2004
Páginas: 335
Tempo de leitura: 7 dias
Avaliação: 4,5 estrelas

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Retrospectiva Literária 2011

Vou aproveitar a última sexta-feira do ano para participar da Retrospectiva Literária 2011, que a Angélica, do Pensamento Tangencial, propôs. Não foi fácil responder todas as perguntas, mas foi bem divertido!
  • O livro infanto-juvenil que mais gostei: Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins – um livro que comprei pela capa, mas que acabou se tornando um dos favoritos do ano!
  • A aventura que me tirou o fôlego: Liberte Meu Coração, Meg Cabot – não costumo curtir muitos livros de época + aventura, mas esse me conquistou!
  • O terror que me deixou sem dormir: não li nenhum do gênero.
  • O suspense mais eletrizante: Sendo NikkiMeg Cabot – um romance com boas doses de suspense, mas, de alguma forma, ainda leve.
  • O romance que me fez suspirar: Um Dia, David Nicholls – sem comentários para esse livro, todo mundo já sabe o quanto o amei!
  • A saga que me conquistou: Something Borrowed/Something Blue, Emily Giffin – apesar do tema já batido, os livros (principalmente o Something Blue) conseguiram fugir do óbvio.
  • O clássico que me marcou: The Picture of Dorian Gray, Oscar Wilde – recomendo muito e, principalmente, a quem nunca leu um clássico e está em busca do primeiro.
  • O livro que me fez refletir: todo livro bom de verdade me faz refletir =)
  • O livro que me fez rir: Qual seu número?, Karyn Bosnak – não dava muito pelo livro, mas ele acabou sendo uma aventura bem divertida e original.
  • O livro que me fez chorar: eu choro com quase todos, mas acho que o recorde desse ano fica entre Um Dia Anna e o Beijo Francês.
  • O melhor livro de fantasia: InsaciávelMeg Cabot – não sou muito fã de vampiros e esse foi o primeiro livro do tipo que li. Mas gostei bastante, estou esperando o segundo volume.
  • O livro que me decepcionou: Os E-mails de Holly, Holly Denham – muitas páginas para pouca história. Não chega nem aos pés dos livros em formato de e-mail de Meg Cabot.
  • O livro que me surpreendeu: Something Blue, Emily Giffin – esse livro é aquele tipo de leitura que você não quer que acabe. É leve, divertida, mas cheia de reflexão e momentos emocionantes.
  • A frase que não saiu da minha cabeça: “Por nós dois, a palavra casa não é um lugar. É uma pessoa. E nós, finalmente, estamos em casa”, trecho de Anna e o Beijo Francês. Concordo plenamente! Lindo, lindo, lindo!
  • O(a) personagem do ano: Emma Morley, de Um Dia – ela pode parecer boba no início, mas é uma mulher corajosa e inteligente, que sabe o que quer e, principalmente, sabe como amar.
  • O casal perfeito: Emma e Dexter, de Um Dia
  • O(a) autor(a) revelação: David Nicholls, de Um Dia
  • O melhor livro nacional: não li nenhum livro nacional.
  • O melhor livro que li em 2011: Um Dia
  • Li em 2011 19 livros
  • A minha meta literária para 2012 é: prefiro não impor metas.

Ufa! Então, é isso aí! Agora só falaremos de livros em 2012! Um super obrigada à Angélica, que teve essa ideia super legal, e também a todo mundo que acompanhou minhas aventuras literárias, cinematográficas, filosóficas e musicais por aqui :D

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Top 9 books

Depois da retrospectiva geral que postei ontem, chegou a hora de relembrar os melhores livros lidos em 2011! Antes de qualquer coisa, vou explicar porque fiz um top 9 e não um top 10: não lembro quantos e quais livros eu li antes de julho, quando comecei o blog. No entanto, depois disso, registrei todas as minhas leituras aqui e contabilizei 15 livros nos últimos 5 meses. Acontece que achei injusto favoritar 10 livros de apenas 15 e preferi não me prender a números e escolher os que realmente amei. E, assim, cheguei ao número 9. Então, vamos lá!

Minha modesta coleção :D

9. Ame o que é seu

Gostei muito da leitura, daquelas que te envolvem de verdade e fazem você se sentir no lugar da protagonista. Mas o final deixou muito a desejar…

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8. Uma Proposta Irrecusável

Adorei esse livro que, automaticamente, entrou para a lista dos favoritos de 2011. Mas alguns detalhes (ou a falta deles) acabaram tirando um pouco do brilho da história.

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7. The Picture of Dorian Gray

Acredito que tenha sido o primeiro clássico de verdade que eu li e, só por isso, já merecia entrar para a lista top de 2011. Mas, além disso, foi um livro que eu adorei e que me acrescentou muito, como pessoa e como leitora.

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6. Não sei como ela consegue

Um livro divertido e muito realista. Me emocionou em vários momentos, justamente por eu saber que são coisas pelas quais eu passei/vou passar.

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5. Qual seu número?

Comecei a ler Qual seu número? por impulso, só porque eu queria assistir ao filme no cinema. Mas fui surpreendida pelo livro: leve e divertido, mas, de certa forma, consistente.

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4. O Noivo da Minha Melhor Amiga

Assisti primeiro à versão cinematográfica, mas me apaixonei tanto pelo filme, que quis ler o livro mesmo assim. Para a minha felicidade e surpresa, a obra original se revelou ainda mais mágica e linda do que o longa, que eu tanto amei – e ainda surpreendente, mesmo com o tema já batido.

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3. Something Blue

Quando comecei a ler Something Blue, que é a continuação de O Noivo da Minha Melhor Amiga, não sabia muito o que esperar. Mas, como mostra o meu ranking, a sequência superou o primeiro volume e, por isso, merece esse terceiro lugar!

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2. Anna e o Beijo Francês

Comprei Anna e o Beijo Francês porque amei a capa. Achei que seria só mais um romance adolescente e, de certa forma, eu não estava errada. No entanto, apesar de ter essa temática, o livro te transporta para a história de forma que poucos conseguem. Além disso, trata de assuntos sérios, só que de uma forma mais leve.

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1. Um Dia

Um Dia é um livro que eu provavelmente não compraria, mas ganhei de aniversário (thanks forever, Pri!) e acabou que ele se tornou um dos melhores que já li na vida!

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E aí, alguém compartilha das minhas opiniões?

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Não sei como ela consegue

Katherine Reddy, ou simplesmente Kate, é casada, tem 35 anos, dois filhos e trabalha como gerente de fundos de investimento. Competentíssima, ela foi a primeira mulher a se tornar gerente da Edwin Morgan Forster, mas seu sucesso profissional interfere diretamente na qualidade de vida da sua família. Sem tempo para cuidar dos filhos, do marido e até de si mesma, Kate vive em meio ao caos: precisa ficar 24 horas por dia de olho nos altos e baixos do mercado financeiro e sua agenda é cheia de reuniões inadiáveis e viagens a trabalho. Ainda assim, ela consegue manter a casa em pleno funcionamento e nunca deixa faltar nada para seus filhos – exceto sua companhia. Mas a rotina atribulada só faz com que Kate se cobre ainda mais e se ache ruim em tudo o que faz – e principalmente no que não faz. O resultado dessa vida dupla é um conflito que sempre bate à sua porta: será que deixar de trabalhar é a mesmo melhor saída, ainda mais para uma mulher independente e workaholic?

Acredito que Kate seja um retrato bem realista de muitas mulheres hoje em dia. Mulheres que são mães e esposas e que não apenas trabalham fora, como também são profissionais indispensáveis em suas empresas, além de peças fundamentais no quebra-cabeça de suas casas. E, em meio à essa confusão, chamada rotina, fazem de tudo e mais um pouco, mas sempre sentem que não fazem o suficiente. Se cobram e, por melhores que sejam, ainda se sentem medíocres. Acho que só quem é mãe realmente sabe o quanto dói sentir que um filho precisa de mais do que o que você pode dar –  mesmo que essa não seja bem a verdade. Bom, eu não tenho filhos, mas digo isso porque senti que Allison Pearson conseguiu transmitir as angústias e delícias de ser mãe e, acima de tudo, trabalhadora.

Apesar de ter achado o subtítulo do livro (“Uma comédia sobre o fracasso, uma tragédia sobre o sucesso”) um pouco pedante, confesso que ele descreve exatamente o que a história é: o tipo da coisa que consegue ser engraçada e triste ao mesmo tempo. Mas também achei a obra sensível sem ser piegas e, repito, muitíssimo realista. Kate é uma mulher inteligentíssima e divertida que, apesar de já muito desgastada pela vida corrida, não se permite perder o senso de humor diante das dificuldades – ainda que isso resulte em uma mulher sarcástica e até amarga algumas vezes.

Ao ler Não sei como ela consegue, eu tive a certeza, mais uma vez, que ter filhos realmente é muito desgastante, mas que as recompensas valem a pena. Outra mensagem passada pelo livro é aquela velha premissa de que tudo tem seu tempo. Kate sabe qual a solução para os seus problemas, mas não está pronta para tomar uma decisão e, muito menos, assumir seus riscos – embora isso pareça muito mais fácil do que levar sua atual rotina. Além disso, ela também está em um momento de exploração pessoal, de saber onde está o meio termo entre o que ela quer e o que os seus filhos precisam. Kate passa por muitas provações, que fazem com que ela, de fato, perceba o que está fazendo de errado ou certo. A questão é que ela sabe que chegou a hora em que não deve ceder mais do que já cede e abrir mão de certas coisas por outro motivo que não suas próprias vontades.

Por alguma razão misteriosa, levei longos 14 dias para ler as 396 páginas de Não sei como ela consegue. Mas o livro é ótimo e, apesar da minha demora, a leitura é fácil, leve e uma delícia. Com altas doses de humor, a obra de Allison Pearson é também emocionante e realmente faz refletir sobre o que, de fato, vale a pena.

Quotes

“Antigamente, as mulheres tinham tempo para fazer tortinhas, mas fingiam orgasmos. Hoje,  nós conseguimos ter orgasmos, mas fingimos que somos ‘as boas’ na cozinha”.

“Candy diz que só vai começar a se preocupar com sua fertilidade quando Cartier começar a fabricar relógios biológicos”.

“Ela foi a única pessoa que nunca disse: eu não sei como você consegue. Ela sabia como eu conseguia e ela sabia o quanto isso custava”.

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Nota de rodapé: a versão cinematográfica de Não sei como ela consegue, enfim, chega às telonas nessa sexta-feira, dia 25. Eu irei assistir, claro, e conto para vocês o que achei ;)

Título original: I don’t know how she does it
Autor: Allison Pearson
Ano: 2004
Páginas: 396
Tempo de leitura: 14 dias
Avaliação: 4 estrelas

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The Picture of Dorian Gray

Dorian Gray é um jovem órfão, rico e dono de uma beleza extraordinária. Quando ele chega à cidade grande, o artista Basil Hallward fica encantado com sua perfeição e pede para pintar um retrato do jovem. Em uma das sessões, Dorian é apresentado a Harry Wotton, ou Lord Henry, que, ao mesmo tempo em que fica fascinado com a beleza do garoto, também o impressiona com suas ideias, no mínimo, controversas. Quando o retrato fica pronto, Dorian finalmente descobre o tamanho de sua perfeição física e, nesse momento de vulnerabilidade, Harry consegue convencê-lo de que beleza e juventude são as coisas mais importantes na vida de um homem. O jovem, então, pede que as duas virtudes durem para sempre e, como se fosse mágica, o retrato passa a absorver todas as consequências do tempo, dos excessos e pecados de Dorian. E então, ele se sente livre para viver uma vida cheia de prazeres e isenta de culpa.

O enredo de The Picture of Dorian Gray é fantasioso, mas, na verdade, é uma crítica (em forma de metáfora) à superestimação da beleza e da juventude. O narrador onisciente, como sempre, enriquece a história, por revelar pensamentos e pontos de vista de várias personagens e também colocar os fatos em perspectiva. No entanto, grande parte do livro é contada por meio de diálogos incrivelmente ácidos e afiados. Porém, apesar de, na maioria do tempo, o livro ser pouco descritivo, em alguns momentos, Oscar Wilde passa páginas e páginas apenas falando sobre pessoas, casos e situações –  o que devo confessar que é um pouco cansativo, mas sei que faz parte do jogo. No entanto, a monotonia desses trechos é facilmente compensada pelas falas ora revoltantes, ora engraçadas (mas sempre polêmicas e com um fundo de verdade) proferidas por Lord Henry durante o livro.

Se por um lado eu gosto de ler chick lits por me identificar com as histórias, ler um clássico de 1890 foi interessante para conhecer os costumes daquela época e saber como as pessoas pensavam e se comportavam. E é totalmente diferente dos dias atuais, claro, mas igualmente fascinante. O livro tem apenas 213 páginas, quantidade que eu mataria facilmente em mais ou menos 3 dias. Então, o fato de eu ter levado duas semanas para lê-lo diz muito sobre sua fluidez. O que quero dizer é que The Picture of Dorian Gray definitivamente não é uma leitura fácil e rápida. Por ter sido escrito no século XIX, a linguagem é bem diferente e a história é densa, assim como a narrativa. Além disso, eu li o livro em inglês, o que, claro, torna tudo um pouco mais complicado. No entanto, isso não quer dizer que o clássico de Oscar Wilde seja chato ou massante. Só significa que você vai precisar de muita vontade para não abandoná-lo – caso você não leia muitos clássicos ou esteja mais acostumada com os sempre leves e fáceis chick lits (como eu).

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Ps: dessa vez, postei uma foto do livro “de verdade” porque acho que é o exemplar mais bonito que já li, hahaha!

Sobre o filme

Lembram que, há algumas semanas, eu assisti O Retrato de Dorian Gray e, mesmo não tendo lido o livro ainda, já havia achado algumas coisas estranhas? Pois bem, agora tenho propriedade para falar, haha! Eu havia achado que a história se desenrolava muito rápido na versão cinematográfica e, agora, entendo que é porque, no livro, existem muitos diálogos e situações que não fariam sentido nas telas. Eu também havia comentado que meu namorado (que já havia lido a obra) tinha reclamado das adaptações feitas, que poderiam passar uma ideia errada sobre a história original. Fato. No filme, Dorian é retratado como um homem belo, porém egoísta e covarde, e no livro, ele não deixa de ser tudo isso. Mas também existe uma boa dose de redenção, que com certeza faz toda diferença na hora do “juízo final” sobre a obra.

Por fim, apesar do Dorian original ser loiro dos olhos azuis, eu acho que Ben Barnes realmente combina com o papel (apesar da atuação meia-boca). Enquanto lia o livro, imaginava ele e Colin Firth, que interpreta Lord Henry, vivenciando aquelas “cenas”. Moral da história: mais uma vez, a versão cinematográfica deixa a desejar por conta das forçações de barra e adaptações incoerentes e desnecessárias.

Título original: The Picture of Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Ano: 1891
Páginas: 213
Tempo de leitura: 14 dias
Avaliação: 4 estrelas

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