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Filme: Amor a toda prova

Cal (Steve Carell) é pego de surpresa quando sua esposa, Emily (Julianne Moore), pede o divórcio. Sem saber o que fazer, ele resolve ir ao bar e lá se depara com Jacob (Ryan Gosling), um frequentador assíduo do local que, a cada noite, sai com uma mulher diferente. Cal passa a ir ao mesmo bar todas as noites e Jacob percebe que está sendo observado, por isso, oferece ajuda para transformar Cal em um verdadeiro conquistador. A dupla acaba bem-sucedida na missão, no entanto, isso não significa que Cal tenha esquecido Emily. Enquanto ainda tenta reconquistá-la, Jacob conhece Hannah (Emma Stone), uma garota que pode mudar o seu jeito de tratar as mulheres.

Pela sinopse, Amor a toda prova parece ser apenas mais um filminho água com açúcar e, ok, não é nenhum roteiro digno de Oscar. No entanto, o longa, que fica entre comédia romântica e dramática, merece elogios pelas histórias bem amarradas. Além dos dois romances principais, Amor a toda prova ainda conta com outras histórias de amor paralelas, que dão um toque especial à trama – principalmente o romance vivido pelo filho de Cal. O elenco repleto de grandes nomes é um espetáculo a parte: Steve Carell, Emma Stone, Julianne Moore e Ryan Gosling (mais lindo do que nunca) têm química e são o grande charme do longa.

Conclusão: Amor a toda prova é uma ótima opção para as amantes de comédias românticas e derivados, como eu, mas também pode surpreender. Recomendo!

Título original: Crazy, Stupid, Love
Diretor: Glenn Ficarra e John Requa
Ano: 2011
Minutos: 118
Elenco: Ryan Gosling, Steve Carell, Julianne Moore, Kevin Bacon, Emma Stone e Marisa Tomei
Avaliação: 4 estrelas

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Meia-noite em Paris

Gil Pender (Owen Wilson) é um escritor em crise que viaja para Paris com a noiva, Inez (Rachel McAdams). Na cidade luz, Inez encontra seus amigos, Paul e Carol, formando um círculo onde Gil não é exatamente bem-vindo, tampouco se encaixa. Em uma das noites, Paul e Carol convidam Inez e Gil para dançar. Ele recusa, mas ela aceita. Sozinho, o escritor decide passear pelas ruas de Paris e se descobre perdido, até que um carro antigo passa e lhe oferece uma carona. Como havia acabado de sair de uma degustação de vinhos e não estava em seu mais perfeito juízo, Gil aceita e, para sua surpresa, o tal carro o transporta para Paris dos anos 1920, época em que viviam muitos de seus ídolos. No dia seguinte, o escritor pensa que foi tudo um simples devaneio, mas acaba descobrindo que tudo aquilo realmente aconteceu.

Depois de assistir o penúltimo filme de Woody Allen, o Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, fiquei um pouco desencantada com o diretor, que é um dos meus favoritos. Por isso, mesmo com os muitos elogios que recebeu, Meia-Noite em Paris ainda era uma incógnita para mim. No entanto, para a minha alegria, o mais recente longa de Allen é, dos atuais, o que mais me lembra as obras clássicas do diretor: tem o romantismo de Todos Dizem Eu Te Amo; as questões familiares de Hannah e Suas Irmãs; a cidade como inspiração, somando Paris à lista que já tem Barcelona (Vicky Cristina Barcelona), Nova Iorque(a maioria de seus filmes) e Londres (O Ponto Final – Match Point, Scoop – O Grande Furo e O Sonho de Cassandra); os devaneios de Melinda e Melinda; as dificuldades da vida a dois de Annie Hall; além de, claro, a ironia, o senso de humor e as crises pessoais, ingredientes indispensáveis em todos os trabalhos de Allen.

Cheguei também a ler comentários que diziam que Meia-Noite em Paris fazia muitas referências a grandes personalidades do cenário cultural e que, quem não as conhecesse, dificilmente conseguiria acompanhar o filme. Verdade, o longa realmente traz muitas dessas referências que, apesar de serem o pano de fundo do filme, às vezes parecem meros detalhes que tem o papel de enriquecer o roteiro – e essas inserções de personagens reais, como Ernest Hemingway e Scott e Zelda Fitzgerald, são capazes de contextualizar a história sem comprometer o desenvolvimento do longa e isso é, aliás, um de seus pontos fortes. O máximo que pode acontecer é você perder algumas piadas e sacadas.

Mas o que mais me chamou atenção em Meia-Noite em Paris foi o Owen Wilson. Alguns criticaram a escolha dele para o papel, já que muitos o consideram um “ator de filmes bobos”. Bem, eu nunca o classifiquei assim e a minha maior razão é que ele sempre esteve ótimo nos filmes de Wes Anderson* que, apesar de divertidos, estão longe de ser “filmes bobos”. Enfim, em Meia-Noite em Paris, Wilson foi capaz de provar, mais uma vez, que pode, sim, interpretar personagens mais profundos. No entanto, o que realmente me intrigou é que Gil Pender parece ser um alter-ego de Allen, assim como muitos outros de seus personagens. Mas, a diferença é que, dessa vez, não é o próprio diretor quem o interpreta e, sim, Wilson. E isso só ficou claro porque o ator foi capaz de transmitir a mensagem, expressando as ideias, tão características de Allen, com os trejeitos, igualmente típicos do diretor.

Em suma, Meia-Noite em Paris merece todos os elogios que recebeu por ser uma obra tão genuína de Woody Allen. Já estou esperando o próximo ansiosamente, Woody!

E vocês assistiram?

*Para quem quiser assistir: Pura Adrenalina, Três é Demais, Os Excêntricos Tenenbaums, A Vida Marinha com Steve Zissou e Viagem a Darjeeling.

Título original: Midnight in Paris
Diretor: Woody Allen
Ano: 2011
Minutos: 
100
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Carla Bruni
Avaliação: 5 estrelas

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Filme: Larry Crowne – O Amor Está de Volta

Larry Crowne (Tom Hanks) é o funcionário exemplar da loja em que trabalha há muitos anos, até ser demitido simplesmente porque não tem um curso superior. Revoltado, ele decide correr atrás do prejuízo e se matricula na faculdade. Lá, conhece Mercedes Tainot (Julia Roberts), professora do curso de oratória. Mercedes (ou Mercy) também não está em seus melhores dias: seu casamento não é exatamente bem-sucedido e seus alunos parecem não ter o mínimo interesse por suas aulas. No entanto, quando os caminhos de Larry e Mercy se cruzam, ambos têm a chance de superar suas revoltas e renovar o olhar sobre a vida.

Desde que li a sinopse de Larry Crowne – O Amor Está de Volta e soube da opinião de algumas pessoas que viram o filme, achei que se tratasse daquele tipo de comédia romântica com um toque especial – no estilo das que costumam ser estreladas por Tom Hanks e Julia Roberts. Talvez por isso, eu tenha elevado demais as minhas expectativas, mas o fato é que o longa, que é dirigido pelo próprio Hanks, foi uma grande decepção para mim.

O início do filme é interessante e parece anunciar uma história doce e divertida. No entanto, acontecimentos forçados e soluções simplórias demais tomam conta do longa, que acaba se perdendo totalmente após a metade. O desfecho, como fica óbvio depois do desenrolar decepcionante, é bem sem graça e frustrante. Claro que Larry Crowne – O Amor Está de Volta tem seus bons momentos, com piadinhas bobas, mas que funcionam. O porém é que eles não chegam a ser bons o suficiente para compensar o restante do longa.

Resumindo, Larry Crowne – O Amor Está de Volta foi o último filme que assisti em 2011 e, com certeza, foi um péssimo desfecho para a minha lista de comédias românticas. Será que estou sendo dura demais? O que vocês acharam do filme?

Título original: Larry Crowne
Diretor: Tom Hanks
Ano: 2011
Minutos:
98
Elenco: Tom Hanks e Julia Roberts
Avaliação: 2 estrelas

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Filme: Um Dia

Um Dia é a adaptação cinematográfica do livro homônimo, assinado por David Nicholls. Para ler mais sobre a obra original e saber o que achei sobre ela, clique aqui!

Desde que li Um Dia, em meados de julho, fiquei ansiosíssima para assistir à versão cinematográfica – afinal, a obra de David Nicholls foi uma das melhores que li em 2011, se não a melhor. Assim que os trailers saíram, corri para assistir e tive a sensação de que a adaptação seria bem fiel ao livro. Mas, depois de algumas experiências não tão bem-sucedidas (vide aqui), tentei não criar expectativas demais sobre o filme, embora a ansiedade tornasse isso quase impossível. Eis que o grande dia chegou e eu pude, enfim, tirar minhas próprias conclusões.

Como eu já havia dito antes, o Jim Sturgess era exatamente o que eu imagina para Dexter, pelo menos em termos físicos. No entanto, o ator encarnou perfeitamente a personagem, não deixando nadinha a desejar. Já a Anne Hathaway não era a minha Emma ideal. Mas a caracterização também foi perfeita e a atriz, como de costume, não me desapontou: personificou Emma de forma perfeita, em todos os sentidos. Muito se falou – ou melhor, criticou – sobre o sotaque britânico de Anne. A minha opinião é que ele não é perfeito como o de Renée Zellweger em O Diário de Bridget Jones, mas também não chega a ser péssimo, como alguns o classificaram.

Agora, vamos ao filme em si: assim como aconteceu quando eu assisti Não sei como ela consegue, algumas partes do longa eram tão fiéis ao livro que até parecia que eu já havia visto aquelas cenas. Muitos diálogos e frases foram mantidos como na obra original e o melhor é que me trouxeram as mesmas sensações que a leitura – o que acho sensacional. As tiradas sarcásticas, principalmente da parte de Emma, também foram mantidas com fidelidade e, devo confessar, ficaram ainda melhores no filme.

Ainda falando sobre a fidelidade, que realmente me impressionou, não houve personagens ou acontecimentos (importantes) esquecidos, criados ou transferidos. Scherfig trabalhou exatamente com aquilo que o livro oferecia e fez com que tudo funcionasse. Claro que muitas coisas que acontecem no livro foram deixadas para trás, por causa daquela questão de duração que já conhecemos. Mas essa seleção do que seria deixado de lado foi muito bem feita e a história e principalmente o significado dela não se perderam em nenhum momento. Acho que isso tem muito a ver com o fato do próprio autor ter adaptado o roteiro para as telonas, mas o mérito também é da diretora. Além dessas pequenas adaptações, a única diferença do filme em relação ao livro é a inclusão do ano de 2011 que, apesar de não ser algo necessário, foi pertinente.

Outro ponto que achei interessantíssimo foi a forma como Scherfig conseguiu transferir o mesmo clima nostálgico/melancólico da obra original para o longa. Como eu já havia lido o livro, é difícil afirmar com certeza, mas tenho a sensação de que a diretora também foi capaz de manter o suspense até o desfecho, assim como na obra original. A história de Um Dia não é exatamente a mais original do mundo, assim como a lição que transmite. O que diferencia a obra de  David Nicholls, no entanto, é a forma como a história é contada. E o mérito da versão cinematográfica é justamente ter feito com que o mesmo estilo de narrativa funcionasse além do papel.

Como um simples filme, eu diria que Um Dia está até um pouco acima dos padrões – apesar de ser suspeita para fazer essa afirmação. Como adaptação, no entanto, posso dizer que é simplesmente perfeito.

Título original: One Day
Diretor: Lone Scherfig
Ano: 
2011
Minutos: 
107
Elenco:
 Anne Hathaway e Jim Sturgess
Avaliação: 
5 estrelas

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Filme: Não sei como ela consegue

Não sei como ela consegue é a adaptação cinematográfica do livro homônimo, escrito por Allison Pearson. Para ler a sinopse e saber o que eu achei da obra original, clique aqui =)

Depois de me decepcionar um pouco com a versão cinematográfica de Qual seu número?, fiquei com medinho de sair frustrada novamente do cinema, então, fui assistir Não sei como ela consegue com a intenção de “analisar” o filme sob duas perspectivas: a de uma simples comédia romântica e a de adaptação de um livro. Como comédia romântica, o longa não deixa nada a desejar e tem todos os ingredientes necessários para conquistar: protagonista carismática, história de fácil identificação e doses ideais de humor e romance.

A boa notícia é que, como adaptação do romance de Allison Pearson, o filme também não deixa quase nada a desejar. Para começar, Sarah Jessica Parker e Greg Kinnear são exatamente o que imaginei para Kate e Rich. Já Pierce Brosnan é um Jack um pouco mais velho do que eu esperava, mas nada que atrapalhe o desenrolar da história na telona. O início do filme é tão fiel ao começo do livro que era como se eu já tivesse assistido àquela cena. E isso, que é um ótimo sinal, aconteceu em vários outros momentos do longa. Para completar, algumas falas originais do livro também foram usadas no filme, o que é um ponto mais do que positivo.

Agora, vamos aos pontos negativos: a versão cinematográfica engoliu algumas personagens (como Candy e Debra), criou novas (como Allison) e reduziu/aumentou a participação de outras (como Paula e Momo, respectivamente). Além disso, também achei que o filme é um pouco superficial em relação à obra original. Nas 396 páginas do livro, muitas coisas acontecem e acredito que ele seja mais profundo, principalmente, em relação ao trabalho de Kate – e acho que essa “densidade” explica a minha demora em lê-lo. No entanto, não achei que a omissão de alguns fatos e personagens tenha prejudicado o filme. Pelo contrário, acredito até que essa redução tenha sido necessária para que o longa passasse a mensagem central sem deixar de ser leve e divertido, o que também é a proposta do livro.

Conclusão: eu, que havia gostado bastante do livro, saí do cinema satisfeita e com a sensação de ter realmente visto a história original transformada em filme e não usada como mera inspiração.

Título original: I don’t know how she does it
Diretor: Douglas McGrath
Ano: 
2011
Minutos:
89
Elenco:
 Sarah Jessica Parker, Greg Kinnear e Pierce Brosnan
Avaliação: 
4 estrelas

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Filme: O casamento do meu ex

Tom (Josh Duhamel) e Laura (Katie Holmes) foram namorados por muito tempo, na época em que Lila (Anna Paquin) era a melhor amiga de Laura. Anos depois do término do relacionamento, porém, Tom vai se casar com Lila – e Laura é convidada para ser a dama de honra da noiva. Aparentemente, não existem mágoas, nem sentimentos entre Tom e Laura. Mas tudo pode vir à tona durante o final de semana do casamento, quando todos estão com os nervos à flor da pele.

Pelo título e roteiro, é fácil dizer que O casamento do meu ex é mais um filme no melhor estilo O Casamento do Meu Melhor Amigo ou O Noivo da Minha Melhor Amiga. Mas é aí que está: o filme estrelado por Katie Holmes e Johs Duhamel passa longe de ser uma comédia romântica – ou então é uma comédia romântica alternativa. Eu já sabia disso quando fui assisti-lo, mas, como nunca resisto a longas com casamentos, ex-namorados(as) e melhores amigos, resolvi ver qual era a proposta. E a conclusão é: estou até agora, 3 dias depois, sem saber o que realmente achei do filme.

A questão é que o longa é permeado por um clima estranho, que combina densidade e descontração. Clima que aliás, me lembrou o de O Casamento de Rachel, outro filme que, até hoje, ainda não sei o que pensar. A filmagem que, em certas cenas, parecia ser feita com uma câmera caseira e por um cinegrafista amador também me lembra o estilo do filme estrelado por Anne Hathway. Uma das coisas que me incomodou foi que achei as personagens bem fracas psicologicamente. Sabe quando não rola identificação? Quer dizer, não que eu seja a pessoa mais forte emocionalmente, mas realmente não gostei do fato de todas serem tão vulneráveis.

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CUIDADO, PODE CONTER SPOILER

Mas o que realmente me incomodou foi o desfecho, que ficou em aberto. Eu, particularmente, não gosto de finais indefinidos. Prefiro que seja um fim ruim ou insatisfatório, mas que seja, de fato, um fim.

PRONTO, ACABOU O SPOILER

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Ou seja, O casamento do meu ex é um grande X na minha lista de filmes vistos. Não sei se gosto ou desgosto. Acho que sou quase indiferente.

Ps: O casamento do meu ex é baseado no romance homônimo de Galt Niederhoffer (que também dirigiu o filme). Romance que não li e acho que não quero ler, haha. 

Título original: The Romantics
Diretor: Galt Niederhoffer
Ano: 
201o
Minutos: 
95
Elenco:
 Josh Duhamel, Katie Holmes, Anna Paquin, Elijah Wood, Malin Akerman, Adam Brody
Avaliação:
3 estrelas

[extra]

Sim, resolvi sofrer uma overdose de casamentos e revi O Noivo da Minha Melhor Amiga. A ideia era ver o que eu acharia do filme (e também dos livros) depois de ter lido a série, composta por Something Borrowed e Something Blueque deu a origem ao longa. E o que eu tenho a dizer é: amei ainda mais –  tanto o filme, quanto os livros. Essa adaptação cinematográfica é uma das poucas que vi que são tão boas quanto a obra original – e olha que gosto muito do livro. Claro que algumas mudanças foram feitas em relação ao livro, mas todas são coerentes e, o mais importante, não mudam o sentido da obra (como acontece em O Retrato de Dorian Gray).

Fato engraçado: eu chorei (sim, sou chorona) nas mesmas partes em que chorei quando vi o filme pela primeira vez. Mas percebi também que as cenas que me fizeram chorar no longa são mais ou menos as mesmas que me emocionaram no livro. Acho que isso quer dizer muito sobre a fidelidade do longa em relação à obra original. Enfim, só fiz esse extra para reforçar: quem ainda não leu/assistiu O Noivo da Minha Melhor Amiga (e Something Blue), leia/assista =)

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Vocês já viram algum dos dois? O que acharam?

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10 filmes de terror que realmente me assustaram

Já que hoje é Halloween, vamos falar sobre coisas assustadoras? Eu costumava ser viciada em filmes de terror e adorava sentir aquele medo – quandt maior o frio na espinha, melhor. Mas o tempo passou, minhas irmãs casaram e, logo, eu não tinha mais quem chamar pra ir ao banheiro comigo no meio da noite, depois de assistir a um bom filme de terror (hahaha). Por essas e outras, fui deixando o gênero de lado e, perdi tanto o costume (e fiquei tão cagona) que, hoje em dia, simplesmente não assisto mais. Mas já vi o suficiente para contar para vocês quais foram os 10 filmes de terror que realmente me assustaram:

10. Halloween – A Noite do Terror (1978)

Eu tenho uma teoria sobre Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo), Jason (Sexta-Feira 13) e Michael Myers (Halloween). O Freddy pode ser sádico, mas, no fundo é um bobão que, literalmente, corre atrás de suas vítimas e raramente as alcança – e nos sonhos, ainda por cima. Já o Jason é recalcado e lerdo que, na vida real, jamais chegaria em seus alvos. Já o Mike Myers é bem espertão: ele não corre atrás de ninguém e nem é lento. Ele simplesmente aparece na frente da sua próxima vítima e, sem fazer cerimônia, cumpre sua missão. Por isso, eu sempre tive mais medo de Michael do que de Freddy ou Jason. (e a musiquinha é super tétrica)

9. Os Estranhos (2008)

O roteiro é simples: três pessoas estranhas invadem uma casa de veraneio e, em vez de simplesmente assassinar o casal que lá se encontra, fazem tortura física e psicológica. Mas sabe o que realmente me assusta nesse filme? É a ausência da dúvida: essa história pode acontecer a qualquer momento na vida real. Lembro de ter saído do cinema com uma sensação bem ruim – ou seja, o filme cumpre o que promete.

8. Horror em Amityville (2005)

Remake do filme homônimo de 1979, Horror em Amityville foi um dos últimos (sim, últimos, haha) filmes de terror que vi no cinema. A história é sobre uma casa mal-assombrada que já levou um homem a assassinar sua família inteira. Quando um novo casal se muda para o terreno, eventos estranhos começam a acontecer. Ok, a história pode parecer batida hoje em dia, mas o que é realmente assustador é que o filme é baseado em fatos reais. Já havia assistido ao original, mas era muito nova e não me lembro bem. Mas a nova versão de Horror em Amityville tem cenas bem feias e me deixou com aquela sensação ruim depois.

7. 13 Fantasmas (2001)

13 Fantasmas é um filme forçado e com enredo fraco. Mas as figuras são muito feias e as cenas de “perseguição” realmente causam pânico. Sabe aqueles filmes que fazem você subir uma escada correndo só porque está medo de ser atacada por uma das criaturas? Então, é esse.

6. O Chamado (2002)

O Chamado é um clássico moderno entre os filmes do gênero e com todos os méritos: o roteiro é diferente e misterioso, a assombração (nossa querida Samara Morgan) é horrorosa e as cenas de terror são realmente assustadoras. Eu assisti ao original (o japonês Ringu) e, embora muitos o considerem mais assustador, eu ainda acho que Hollywood conseguiu fazer uma versão melhor. Quem não ficou com medinho da televisão depois de assistir O Chamado? Hahahaha!

5. Poltergeist (1982)

Clássico entre os filmes de terror, Poltergeist me aterrorizou horrores – já que, além de ser realmente assustador, eu devia ter menos 10 anos quando assisti. Mas devo confessar que, algum tempo depois, revi e não achei tudo isso. Mas que também fica aquele mal estar com a televisão depois, ah, fica sim! (“Não vá para a luz, Carol Anne”, hihihi)

4. Os Outros (2001)

Não sou especialista em filmes de terror, mas acho que Os Outros pode ser considerado um dos melhores do gênero. O longa já traz um clima pesado por se passar em uma mansão escura durante a 2ª Guerra Mundial. Além disso, todas as personagens do filme são meio esquisitas: a mãe super protetora (Nicole Kidman), as crianças supostamente doentes e os empregados misteriosos. Mas o verdadeiro mérito de Os Outros está no final surpreendente. Mesmo depois de O Sexto Sentido, o filme conseguiu surpreender e assustar. (eu vi no cinema e gritei quando a velha abre a porte do armário, haha)

3. O Sexto Sentido (1999)

O Sexto Sentido é um filme simplesmente sensacional. Em uma época que os filmes de terror ainda estavam na era da violência (como Pânico, por exemplo), O Sexto Sentido chegou com uma proposta diferente: um garoto que era capaz de ver pessoas mortas. O interessante é que o filme consegue ser assustador sem ser apelativo, misterioso sem ser chato e ainda tem uma forte carga emocional – por conta da relação conturbada entre Cole e sua mãe, da morte de Malcolm e da amizade que nasce entre ele e o garoto. O desfecho de O Sexto Sentido é simplesmente incrível (e, na época, era super original) e, mesmo dando aquele arrepio de “coisa ruim”, ainda consegue ser emocionante.

2. Espíritos (2004)

Espíritos chegou ao Brasil apenas em 2006 e foi o primeiro filme realmente assustador que eu assisti desde Os Outros –  no cinema, ainda, para piorar a situação. A história é boa e tem aquele ar de mistério, mas as cenas de assombração são muito feias e é isso que faz com que o filme seja realmente bom. A minha única dica é: quem não assistiu, assista. E assistam também Espíritos 2. 

1. O Exorcista (1973)

Acho que não existe filme de terror mais icônico do que O Exorcista. Acredito que a história tenha mexido muito com questões religiosas na época em que o filme foi lançado, além de trazer cenas fortíssimas – o que eu acho que estabeleceu um novo padrão entre os filmes do gênero. De resto, O Exorcista dispensa qualquer comentário – é um “must watch”! Uma pena que as sequências sejam tão ruins…

Ps: o que acho mais legal sobre O Exorcista é que ele foi lançado em plena segunda fase da Crise do Petróleo e alguns especialistas dizem que essa foi uma das razões para que o filme fosse o sucesso que foi. A questão é que o demônio que possui Regan fazia alusão à crise que abatia os EUA. No mínimo, interessante.**

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[extra] Para ler

Apesar de gostar de filmes de terror, o gênero está bem longe de ser um dos meus favoritos quando o assunto é leitura. Por isso, eu li apenas um livro do estilo, o Formaturas Infernais, e só porque tinha Meg Cabot no meio, hahaha! Não achei os contos assustadores, apenas um deles realmente me deixou tensa. Mas acho que vale a pena para quem gosta de uma das 5 autoras ou aprecia livros do gênero.

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Depois de mais um post gigante, quero saber: quais foram os filmes de terror que realmente assustaram vocês?

**O mesmo aconteceu no começo da década de 1930, logo após o Crack da Bolsa de Nova Iorque, quando foram lançados filmes como Godzilla, Frankenstein e King Kong. Os monstros de longas como esses eram vistos eram como uma metáfora para a crise econômica pela qual grandes potências do mundo passavam. 

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