Hot Fuss

Em 2005, em meio à nova onda de bandas indie, a agitada Somebody Told Me estourava nas rádios. A música era o primeiro single do primeiro álbum do The Killers, Hot Fuss, e eu ainda me lembro, como se fosse ontem, da primeira vez que a ouvi: em um CD homemade (faixa 2), enquanto virava uma esquina perto de casa de carro. Apesar de não fazer exatamente meu tipo, Somebody Told Me me cativou e me levou a ouvir o resto de Hot Fuss até, literalmente, cansar.

Até hoje, alguns críticos e entendidos da música (o que não é meu caso) apontam Hot Fuss como o melhor álbum do Killers. E dá para entender. Afinal, com influências de bandas como Duran Duran, Depeche Mode e The Cure, ele foi, de certa forma, revolucionário, trazendo de volta elementos oitentistas modernizados e transformando o glamour e as luzes de Las Vegas em notas musicais.

Eu, como amante da música, reconheço a qualidade técnica e entendo a importância do Hot Fuss para o Killers e também para o cenário musical. Mas, como fã da banda, não consigo enxergar com tanta clareza a alma de Brandon Flowers e companhia nesse primeiro álbum. E conforme o tempo passa e eu continuo escutando todos os trabalhos do Killers, mais certeza eu tenho de que não estou completamente errada.

Por isso eu digo que música, para mim, é feeling.

Rapidinhas

Jenny was a friend of mine: com baixo poderoso, mostra o lado mais “pesado” do Killers e, até hoje, continua no setlist dos shows da banda. A música narra o assassinato de Jenny do ponto de vista do assassino e é a terceira parte da “trilogia da morte”, composta por mais duas músicas da banda, Midnight Show e Leave The Bourbon on The Shelf.

Mr. Brightside: queridinha dos fãs, foi o segundo single do Killers e é a única música que a banda tocou em todos os shows sem exceção, desde o início da carreira. O clipe traz o glamour, que remete a Las Vegas, e um Brandon Flowers performático e melodramático.

Smile Like You Mean It: faixa subestimada que mostra um pouco do lado mais dark do Killers.

Somebody Told Me: a responsável pelo estouro do Killers conta com sintetizadores afiados, ritmo dançante e letra perspicaz. É boa, mas, para mim, não traz a essência da banda.

All These Things That I’ve Done: para mim, a música mais poderosa do álbum e um dos hinos do Killers. Costuma levantar multidões nos shows da banda, principalmente no já icônico trecho “I’ve got soul but I’m not a soldier”, que Brandon entoa como se fosse um mantra.

Andy, you’re a star: mostra o lado mais indie da banda de Las Vegas.

On Top: sintetizadores afiados e clima moderno definem a faixa.

Change your mind: com guitarra caprichada, é uma baladinha romântica digna daquele momento de dor de cotovelo.

Believe Me Natalie: também com presença forte dos sintetizadores, mas mostrando um lado mais calmo, que seria melhor explorado no álbum seguinte da banda.

Midnight Show: segunda parte da “trilogia da morte”, segue o mesmo estilo de On Top. 

Everything Will Be Alright: mostra o lado mais experimental da banda. Bem cara de fim de CD.

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