Monthly Archives: September 2012

Battle Born

Ainda faltavam oito dias para o lançamento oficial, mas, como já era costume desde o início do mês, chequei o site antes de deitar. Ainda nada.

Às 9h do dia seguinte, 11 de setembro, o despertador do celular tocou e, ao abrir os olhos para desligá-lo e voltar a dormir, vi na tela: “abra seu e-mail”. Poderia ser apenas mais uma simples mensagem, mas eu sabia que não era e tinha certeza do que iria encontrar. Acessei o e-mail ainda pelo celular, apenas para confirmar: quatro anos de espera chegavam ao fim.

Ainda esfregando os olhos, levantei da cama e liguei o computador. Vinte e quatro longos minutos depois, Battle Born já estava em meu iPod. À essa altura, a ansiedade, que achei que chegaria ao fim, apenas cresceu. Mesmo assim, me controlei para não começar a ouvir sequer uma faixa antes de poder fazê-lo sem interrupções.

Me vesti, comi uma banana e tomei um copo d’água. Ir para o trabalho nunca foi tão animador. Assim que pisei fora de casa, pluguei os fones no ouvido e apertei o play. Os sintetizadores deram sinal de vida.

Flesh and Bone não era exatamente o que eu esperava e uma pontinha de medo e decepção tomou conta daquele momento. Mas, em seguida, veio Runaways, que soou como velha conhecida e me deixou mais otimista. A próxima foi a faixa-título que, desde o primeiro riff de guitarra, fez com que tudo se encaixasse novamente. Deadlines and Commitments foi amor à primeira “ouvida” e, a partir daí, eu já não tive mais desconfianças e soube que, mesmo quatro anos depois, tudo continuava da mesma forma que foi deixado.

Eu não saberia analisar Battle Born porque todas as minhas palavras seriam extremamente suspeitas. O que eu sei é que, enquanto ouvia as 14 faixas inéditas, eu estava na rua, cercada por gente desconhecida, que nunca vi na vida. E mesmo assim, foi como encontrar a chave e o caminho de volta para casa.

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Day & Age

Quando Day & Age foi lançado, em novembro de 2008, eu ainda estava curtindo minha paixão tardia pelo Sam’s Town. Mas assim que me deparei com o clipe de Human, primeiro single do terceiro álbum do Killers, na televisão, me encantei com o visual glam de Brandon Flowers, o Grand Canyon como cenário e, claro, a música. 

Sam’s Town foi o responsável por me reapresentar ao Killers e me fazer descobrir que existia muito por trás da “banda de Somebody Told Me”. Mas Day & Age me fez sentir aquela clássica sensação de que as músicas haviam sido feitas especialmente para mim. Que cada batida era uma espécie de conexão inexplicável com pessoas que eu nunca vi e que nem sabem que eu existo.

Todas essas sensações e sentimentos foram confirmados no dia 21 de novembro de 2009, quando a banda veio para o Brasil e me proporcionou um dos melhores momentos dos últimos tempos. E foi assim, em meio a lama, caos e Killers, que aprendi que ser fã de verdade é muito mais simples do que conhecer todas as músicas e ter todos os álbuns: é apenas sentir sem precisar entender ou explicar.

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Sam’s Town

Sam’s Town, o segundo álbum do The Killers, foi meu presente de Natal em 2006. Na época, ainda estava me recuperando da overdose de Hot Fuss e, por isso, acabei não dando a devida atenção ao novo trabalho da banda. Quase dois anos depois, durante um momento de conhecer coisas novas e resgatar antigas, decidi dar outra chance ao Sam’s Town. E essa foi uma das melhores coisas que fiz na minha “trajetória” musical.

Quando ouvi Sam’s Town com carinho, me encantei por músicas como Read My Mind, For Reasons Unknown e Bones. Depois, passei a amar as faixas menos conhecidas, como Bling (Confessions of a King) This River is Wild. A essa altura, eu já estava apaixonada e já havia me embrenhado por um caminho cuja volta eu nunca vou querer encontrar.

No segundo álbum, os sintetizadores continuaram em destaque, mas de um jeito que viria a se tornar uma das maiores características do Killers. A guitarra de Dave Keuning apareceu com mais força, Brandon Flowers mostrou mais personalidade ao impor sua voz e estilo e as letras também vieram mais ricas e cheias de significados. Considerado por alguns como “conceito”, o álbum, nas palavras do próprio Brandon, conta, em ordem cronológica, tudo o que foi importante para que ele chegasse onde chegou.

Por tudo isso, não importa quantos bons álbuns eles ainda irão produzir. Eu sei que Sam’s Town sempre será dono de um espaço especial simplesmente por ser tão cheio de… Killers.

E foi assim que eu aprendi a valorizar o timing.

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Hot Fuss

Em 2005, em meio à nova onda de bandas indie, a agitada Somebody Told Me estourava nas rádios. A música era o primeiro single do primeiro álbum do The Killers, Hot Fuss, e eu ainda me lembro, como se fosse ontem, da primeira vez que a ouvi: em um CD homemade (faixa 2), enquanto virava uma esquina perto de casa de carro. Apesar de não fazer exatamente meu tipo, Somebody Told Me me cativou e me levou a ouvir o resto de Hot Fuss até, literalmente, cansar.

Até hoje, alguns críticos e entendidos da música (o que não é meu caso) apontam Hot Fuss como o melhor álbum do Killers. E dá para entender. Afinal, com influências de bandas como Duran Duran, Depeche Mode e The Cure, ele foi, de certa forma, revolucionário, trazendo de volta elementos oitentistas modernizados e transformando o glamour e as luzes de Las Vegas em notas musicais.

Eu, como amante da música, reconheço a qualidade técnica e entendo a importância do Hot Fuss para o Killers e também para o cenário musical. Mas, como fã da banda, não consigo enxergar com tanta clareza a alma de Brandon Flowers e companhia nesse primeiro álbum. E conforme o tempo passa e eu continuo escutando todos os trabalhos do Killers, mais certeza eu tenho de que não estou completamente errada.

Por isso eu digo que música, para mim, é feeling.

Rapidinhas

Jenny was a friend of mine: com baixo poderoso, mostra o lado mais “pesado” do Killers e, até hoje, continua no setlist dos shows da banda. A música narra o assassinato de Jenny do ponto de vista do assassino e é a terceira parte da “trilogia da morte”, composta por mais duas músicas da banda, Midnight Show e Leave The Bourbon on The Shelf.

Mr. Brightside: queridinha dos fãs, foi o segundo single do Killers e é a única música que a banda tocou em todos os shows sem exceção, desde o início da carreira. O clipe traz o glamour, que remete a Las Vegas, e um Brandon Flowers performático e melodramático.

Smile Like You Mean It: faixa subestimada que mostra um pouco do lado mais dark do Killers.

Somebody Told Me: a responsável pelo estouro do Killers conta com sintetizadores afiados, ritmo dançante e letra perspicaz. É boa, mas, para mim, não traz a essência da banda.

All These Things That I’ve Done: para mim, a música mais poderosa do álbum e um dos hinos do Killers. Costuma levantar multidões nos shows da banda, principalmente no já icônico trecho “I’ve got soul but I’m not a soldier”, que Brandon entoa como se fosse um mantra.

Andy, you’re a star: mostra o lado mais indie da banda de Las Vegas.

On Top: sintetizadores afiados e clima moderno definem a faixa.

Change your mind: com guitarra caprichada, é uma baladinha romântica digna daquele momento de dor de cotovelo.

Believe Me Natalie: também com presença forte dos sintetizadores, mas mostrando um lado mais calmo, que seria melhor explorado no álbum seguinte da banda.

Midnight Show: segunda parte da “trilogia da morte”, segue o mesmo estilo de On Top. 

Everything Will Be Alright: mostra o lado mais experimental da banda. Bem cara de fim de CD.

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