Monthly Archives: May 2012

Ah, o futebol…

Por que as pessoas gostam de Michel Teló, UFC, novelas e Crepúsculo? Apesar de realmente não saber, eu acho que posso entender. Música, esporte, cinema (e derivados) e literatura são apenas alguns dos assuntos que provocam aquele sentimento chamado paixão. Aquele tipo de coisa que a gente não sabe bem explicar, mas acredita sentir como ninguém mais. E, dentro do esporte, temos o futebol que, na minha opinião, é um dos mais fortes combustíveis para a tal da paixão.

Ah, o futebol… eu sei que, para quem não gosta, é quase impossível entender qual a graça, a lógica e, principalmente, a razão de torcer para um time. Afinal: o salário dos jogadores é provavelmente maior do que o valor que você vai ganhar em um ano (ou na vida); torcer para um clube não te acrescenta em nada e, quando ele vence, você não recebe bonificações – os jogadores, sim; são só 22 caras correndo atrás de uma bola – e eles nem sabem que você existe; o universo do futebol é sujo; todo ano é a mesma história, os mesmos clichês; com tantos problemas no mundo, é sério que você vai se descabelar por futebol? …

… Blá, blá, blá. E não vale a pena, para nenhum dos lados, levar essa discussão adiante. Porque futebol também é paixão e ninguém é obrigado a compreender e a compartilhar. No entanto, eu realmente não entendo (e, não, isso eu nunca vou entender) por que existem pessoas que se acham melhores do que aquelas que gostam de futebol e torcem, sofrem, vibram e choram por um time. E, infelizmente, esse sentimento de superioridade acontece também com outros temas, mas é que hoje está impossível não falar sobre esse.

Bom, como eu sempre digo, ninguém é e nem precisa ser uma coisa só. E eu nem quero as pessoas entendam a complexidade (ou seria simplicidade?) desse sentimento, independente dele ser em relação ao futebol ou não. Só espero, de verdade, que tenham outras paixões. Porque a vida deve ser triste quando nada que não seja a seu respeito é capaz de te inspirar.

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Fall to Pieces – A Memoir of Drugs, Rock ‘n’ Roll and Mental Illness

Mary Forsberg Weiland é ex-mulher de Scott Weiland, vocalista do Stone Temple Pilots, e Fall to Pieces – A Memoir of Drugs, Rock ‘n’ Roll and Mental Ilness é sua autobiografia. Sim, à primeira vista, Fall to Pieces parece um “golpe” típico da ex-mulher de um rockstar, apenas uma maneira de se fazer notar. No entanto, depois de vencer esse preconceito e começar a ler o livro, você descobre que se a autobiografia de Mary é mesmo uma tentativa de autopromoção, então, ela está sob um disfarce bem convincente.

Como o próprio nome já diz, Fall to Pieces – A Memoir of Drugs, Rock ‘n’ Roll and Mental Illness conta a história da ex-modelo com as drogas, o rock e o Transtorno Bipolar. Mas é claro que grande parte do livro é dedicada a Scott, afinal, os dois se conheceram quando Mary tinha apenas 16 anos e vivem/viveram uma história que já dura mais de 20. Se em sua própria autobiografia, Not Dead and Not For Sale, Scott não deixa dúvidas de que Mary é a mulher de sua vida, em Fall to Pieces, é possível entender a reciprocidade e autenticidade desse amor. Fiquei encantada com as histórias contadas pelos dois e é nítido que realmente existem muitos sentimentos verdadeiros entre eles. Depois de ler Not Dead and Not For Sale, a autobiografia de Scott, foi interessante saber do “outro lado”. É curioso ver como homens e mulheres realmente contam as mesmas histórias de maneiras diferente – e cada forma tem seu charme.

Mary considera seu senso de humor apurado uma de suas maiores qualidades e sua autobiografia nos obriga a concordar. Em vários momentos do livro, ela literalmente faz rir com suas piadas sarcásticas e observações irônicas. Sua autobiografia também tem momentos bem emotivos, mas na  medida certa, sem ser piegas. Só não dei nota máxima para a leitura porque, em alguns momentos, Mary explica muitas coisas sobre o Transtorno Bipolar. E não acho que  esse seja um problema, já que uma das intenções dela com o livro (e também um dos seus projetos de vida) é justamente ajudar pessoas que sofrem com a doença a encontrar o diagnóstico correto. No entanto, essas “intervenções” comprometem um pouco o ritmo da leitura, sim.

Mary e Scott ♥

A grande qualidade de Fall to Pieces – e acredito que um dos caminhos mais certeiros para qualquer biografia – é a sinceridade destemida de Mary. Ela conta muitas história em seu livro e, ao que tudo indica, sem grandes censuras: algumas são quase um conto de fadas, mas, infelizmente, a maioria não é tão doce assim. E é justamente esse lado tão real e humano que torna a autobiografia tão interessante e inspiradora. O que está nessas páginas foi escrito de coração e parece simbolizar a nova fase de Mary: agora, ela está com a alma lavada para continuar seguindo o novo rumo que sua vida tomou.

“Will I find you? Can I find you?”

Título original: Fall to Pieces – A Memoir of Drugs, Rock ‘n’ Roll and Mental Illness
Autor: Mary Forsberg Weiland com Larkin Warren
Ano: 2010
Páginas: 292
Tempo de leitura: 10 dias
Avaliação: 4,5 estrelas

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