Monthly Archives: December 2011

Retrospectiva Literária 2011

Vou aproveitar a última sexta-feira do ano para participar da Retrospectiva Literária 2011, que a Angélica, do Pensamento Tangencial, propôs. Não foi fácil responder todas as perguntas, mas foi bem divertido!
  • O livro infanto-juvenil que mais gostei: Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins – um livro que comprei pela capa, mas que acabou se tornando um dos favoritos do ano!
  • A aventura que me tirou o fôlego: Liberte Meu Coração, Meg Cabot – não costumo curtir muitos livros de época + aventura, mas esse me conquistou!
  • O terror que me deixou sem dormir: não li nenhum do gênero.
  • O suspense mais eletrizante: Sendo NikkiMeg Cabot – um romance com boas doses de suspense, mas, de alguma forma, ainda leve.
  • O romance que me fez suspirar: Um Dia, David Nicholls – sem comentários para esse livro, todo mundo já sabe o quanto o amei!
  • A saga que me conquistou: Something Borrowed/Something Blue, Emily Giffin – apesar do tema já batido, os livros (principalmente o Something Blue) conseguiram fugir do óbvio.
  • O clássico que me marcou: The Picture of Dorian Gray, Oscar Wilde – recomendo muito e, principalmente, a quem nunca leu um clássico e está em busca do primeiro.
  • O livro que me fez refletir: todo livro bom de verdade me faz refletir =)
  • O livro que me fez rir: Qual seu número?, Karyn Bosnak – não dava muito pelo livro, mas ele acabou sendo uma aventura bem divertida e original.
  • O livro que me fez chorar: eu choro com quase todos, mas acho que o recorde desse ano fica entre Um Dia Anna e o Beijo Francês.
  • O melhor livro de fantasia: InsaciávelMeg Cabot – não sou muito fã de vampiros e esse foi o primeiro livro do tipo que li. Mas gostei bastante, estou esperando o segundo volume.
  • O livro que me decepcionou: Os E-mails de Holly, Holly Denham – muitas páginas para pouca história. Não chega nem aos pés dos livros em formato de e-mail de Meg Cabot.
  • O livro que me surpreendeu: Something Blue, Emily Giffin – esse livro é aquele tipo de leitura que você não quer que acabe. É leve, divertida, mas cheia de reflexão e momentos emocionantes.
  • A frase que não saiu da minha cabeça: “Por nós dois, a palavra casa não é um lugar. É uma pessoa. E nós, finalmente, estamos em casa”, trecho de Anna e o Beijo Francês. Concordo plenamente! Lindo, lindo, lindo!
  • O(a) personagem do ano: Emma Morley, de Um Dia – ela pode parecer boba no início, mas é uma mulher corajosa e inteligente, que sabe o que quer e, principalmente, sabe como amar.
  • O casal perfeito: Emma e Dexter, de Um Dia
  • O(a) autor(a) revelação: David Nicholls, de Um Dia
  • O melhor livro nacional: não li nenhum livro nacional.
  • O melhor livro que li em 2011: Um Dia
  • Li em 2011 19 livros
  • A minha meta literária para 2012 é: prefiro não impor metas.

Ufa! Então, é isso aí! Agora só falaremos de livros em 2012! Um super obrigada à Angélica, que teve essa ideia super legal, e também a todo mundo que acompanhou minhas aventuras literárias, cinematográficas, filosóficas e musicais por aqui :D

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Shows de 2011

Eu avisei que gostava de retrospectiva… e a de hoje é para relembrar os shows de 2011! Esse ano foi dedicado às divas do pop (tirando o SWU, claro) e, talvez exatamente por isso, não tenho sido meu melhor ano em matéria de shows. Mas também não foi de todo mau!

Shakira

Quando a Shakira anunciou que faria shows no Brasil, super me animei. De repente, a empolgação deu lugar à preguiça e desisti. Foi quando, alguns poucos dias antes da apresentação da cantora, um amigo me ligou dizendo que estava indo comprar os ingressos e perguntando se eu não queria também. Daí eu pensei “por que não?” e aceitei – estavam baratos. A noite foi boa, Shak manda bem, mas não passou disso: um show ok.

Rihanna

Também fiquei super animada quando a Rihanna anunciou os shows em São Paulo. Mas, mais uma vez, fiquei com preguiça e deixei pra lá. Na véspera da apresentação, porém, mais um dos meus bons amigos lembrou de mim: ele havia ganhado um par de ingressos para o show, mas não poderia ir. E adivinhem para quem “sobrou”? E, assim como aconteceu com a Shakira, Rihanna não decepcionou, mas também não causou nada de espetacular. Mais um show ok para a lista.

Mais sobre o show aqui

SWU

Em matéria de shows, o SWU foi a única coisa que realmente valeu a pena em 2011 e que vai deixar muita saudade – já deixou, na verdade. Não conhecia Primus, mas foi uma apresentação divertida e de alto nível. Já o Stone Temple Pilots fez o show que mudou muitas coisas para mim – mesmo com meu amado Scott Weiland não estando em sua melhor forma. O show do Alice in Chains também foi maravilhoso e meu único arrependimento é não ter aproveitado tanto quanto deveria. E, para finalizar, o Faith no More simplesmente não poderia ter sido melhor.

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Britney Spears

E se o SWU superou todas as minhas expectativas, o show da Britney não poderia ter me decepcionado mais e pode facilmente ser classificado como uma das maiores frustrações de todos os tempos. Eu esperei tanto por esse dia (10 anos, pra ser exata) e, na hora, não senti simplesmente nada. Se o Stone Temple Pilots me conquistou pelos shows, Britney conseguiu me “desconquistar” com sua apresentação mecânica.

Mais sobre o show aqui

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Conclusão que tirei depois dos shows de 2011: não existe nada como um bom show de rock!

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Top 9 books

Depois da retrospectiva geral que postei ontem, chegou a hora de relembrar os melhores livros lidos em 2011! Antes de qualquer coisa, vou explicar porque fiz um top 9 e não um top 10: não lembro quantos e quais livros eu li antes de julho, quando comecei o blog. No entanto, depois disso, registrei todas as minhas leituras aqui e contabilizei 15 livros nos últimos 5 meses. Acontece que achei injusto favoritar 10 livros de apenas 15 e preferi não me prender a números e escolher os que realmente amei. E, assim, cheguei ao número 9. Então, vamos lá!

Minha modesta coleção :D

9. Ame o que é seu

Gostei muito da leitura, daquelas que te envolvem de verdade e fazem você se sentir no lugar da protagonista. Mas o final deixou muito a desejar…

Leia a resenha aqui!

8. Uma Proposta Irrecusável

Adorei esse livro que, automaticamente, entrou para a lista dos favoritos de 2011. Mas alguns detalhes (ou a falta deles) acabaram tirando um pouco do brilho da história.

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7. The Picture of Dorian Gray

Acredito que tenha sido o primeiro clássico de verdade que eu li e, só por isso, já merecia entrar para a lista top de 2011. Mas, além disso, foi um livro que eu adorei e que me acrescentou muito, como pessoa e como leitora.

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6. Não sei como ela consegue

Um livro divertido e muito realista. Me emocionou em vários momentos, justamente por eu saber que são coisas pelas quais eu passei/vou passar.

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5. Qual seu número?

Comecei a ler Qual seu número? por impulso, só porque eu queria assistir ao filme no cinema. Mas fui surpreendida pelo livro: leve e divertido, mas, de certa forma, consistente.

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4. O Noivo da Minha Melhor Amiga

Assisti primeiro à versão cinematográfica, mas me apaixonei tanto pelo filme, que quis ler o livro mesmo assim. Para a minha felicidade e surpresa, a obra original se revelou ainda mais mágica e linda do que o longa, que eu tanto amei – e ainda surpreendente, mesmo com o tema já batido.

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3. Something Blue

Quando comecei a ler Something Blue, que é a continuação de O Noivo da Minha Melhor Amiga, não sabia muito o que esperar. Mas, como mostra o meu ranking, a sequência superou o primeiro volume e, por isso, merece esse terceiro lugar!

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2. Anna e o Beijo Francês

Comprei Anna e o Beijo Francês porque amei a capa. Achei que seria só mais um romance adolescente e, de certa forma, eu não estava errada. No entanto, apesar de ter essa temática, o livro te transporta para a história de forma que poucos conseguem. Além disso, trata de assuntos sérios, só que de uma forma mais leve.

Leia a resenha aqui!

1. Um Dia

Um Dia é um livro que eu provavelmente não compraria, mas ganhei de aniversário (thanks forever, Pri!) e acabou que ele se tornou um dos melhores que já li na vida!

Leia a resenha aqui!

E aí, alguém compartilha das minhas opiniões?

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Retrospectiva 2011

Todo final de ano é a mesma história: não consigo fugir do clichê das retrospectivas. Acontece que o tempo passa rápido demais e, às vezes, essa velocidade nos impede de perceber como as coisas mudam. Então, quando chega perto do Ano Novo, é inevitável recorrer às famosas retrospectivas para, enfim, descobrir quais foram as mudanças e momentos marcantes dos últimos 365 dias! Vamos lá para a primeira de 2011!



  • 5 coisas boas de 2011:

1. Minha evolução profissional
2. O festival SWU
3. Começar a fazer academia
4. Corinthians pentacampeão brasileiro, haha
5. Finalmente, a minha carta de motorista (que ainda não chegou)

  • 5 coisas ruins de 2011:

1. Meus momentos de insegurança
2. Decepções e frustrações
3. O show da Britney Spears
4. A eterna espera pela minha contratação oficial
5. Ai, não sei. Isso é bom, né?

  • 5 coisas que vão deixar saudade em 2012:

1. Minha mãe, sempre
2. Depois de dois anos seguidos, o show do Stone Temple Pilots, haha
3. Para resumir, tudo o que vai e não volta mais :(
4. Vide acima
5. Vide acima

  • 5 coisas que eu preciso fazer em 2012:

1. Viajar
2. Ser (finalmente) contratada
3. Ver mais shows
4. Tirar férias
5. Ser mais paciente

  • 3 bandas que marcaram 2011:

1. Stone Temple Pilots
2. Faith no More
3. Alice in Chains

  • 3 filmes que marcaram 2011:

1. Um Dia
2. Cisne Negro
3. O Discurso do Rei

  • 5 indicadas:

Quem quiser, feel free :)

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Filme: Um Dia

Um Dia é a adaptação cinematográfica do livro homônimo, assinado por David Nicholls. Para ler mais sobre a obra original e saber o que achei sobre ela, clique aqui!

Desde que li Um Dia, em meados de julho, fiquei ansiosíssima para assistir à versão cinematográfica – afinal, a obra de David Nicholls foi uma das melhores que li em 2011, se não a melhor. Assim que os trailers saíram, corri para assistir e tive a sensação de que a adaptação seria bem fiel ao livro. Mas, depois de algumas experiências não tão bem-sucedidas (vide aqui), tentei não criar expectativas demais sobre o filme, embora a ansiedade tornasse isso quase impossível. Eis que o grande dia chegou e eu pude, enfim, tirar minhas próprias conclusões.

Como eu já havia dito antes, o Jim Sturgess era exatamente o que eu imagina para Dexter, pelo menos em termos físicos. No entanto, o ator encarnou perfeitamente a personagem, não deixando nadinha a desejar. Já a Anne Hathaway não era a minha Emma ideal. Mas a caracterização também foi perfeita e a atriz, como de costume, não me desapontou: personificou Emma de forma perfeita, em todos os sentidos. Muito se falou – ou melhor, criticou – sobre o sotaque britânico de Anne. A minha opinião é que ele não é perfeito como o de Renée Zellweger em O Diário de Bridget Jones, mas também não chega a ser péssimo, como alguns o classificaram.

Agora, vamos ao filme em si: assim como aconteceu quando eu assisti Não sei como ela consegue, algumas partes do longa eram tão fiéis ao livro que até parecia que eu já havia visto aquelas cenas. Muitos diálogos e frases foram mantidos como na obra original e o melhor é que me trouxeram as mesmas sensações que a leitura – o que acho sensacional. As tiradas sarcásticas, principalmente da parte de Emma, também foram mantidas com fidelidade e, devo confessar, ficaram ainda melhores no filme.

Ainda falando sobre a fidelidade, que realmente me impressionou, não houve personagens ou acontecimentos (importantes) esquecidos, criados ou transferidos. Scherfig trabalhou exatamente com aquilo que o livro oferecia e fez com que tudo funcionasse. Claro que muitas coisas que acontecem no livro foram deixadas para trás, por causa daquela questão de duração que já conhecemos. Mas essa seleção do que seria deixado de lado foi muito bem feita e a história e principalmente o significado dela não se perderam em nenhum momento. Acho que isso tem muito a ver com o fato do próprio autor ter adaptado o roteiro para as telonas, mas o mérito também é da diretora. Além dessas pequenas adaptações, a única diferença do filme em relação ao livro é a inclusão do ano de 2011 que, apesar de não ser algo necessário, foi pertinente.

Outro ponto que achei interessantíssimo foi a forma como Scherfig conseguiu transferir o mesmo clima nostálgico/melancólico da obra original para o longa. Como eu já havia lido o livro, é difícil afirmar com certeza, mas tenho a sensação de que a diretora também foi capaz de manter o suspense até o desfecho, assim como na obra original. A história de Um Dia não é exatamente a mais original do mundo, assim como a lição que transmite. O que diferencia a obra de  David Nicholls, no entanto, é a forma como a história é contada. E o mérito da versão cinematográfica é justamente ter feito com que o mesmo estilo de narrativa funcionasse além do papel.

Como um simples filme, eu diria que Um Dia está até um pouco acima dos padrões – apesar de ser suspeita para fazer essa afirmação. Como adaptação, no entanto, posso dizer que é simplesmente perfeito.

Título original: One Day
Diretor: Lone Scherfig
Ano: 
2011
Minutos: 
107
Elenco:
 Anne Hathaway e Jim Sturgess
Avaliação: 
5 estrelas

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E foi Corinthians!

O grito de “é campeão!” já estava engasgado na garganta há um ano. Na última semana, incomodava como se fosse uma faringite aguda. Acho que eu, assim como todos os outros corintianos, nunca esperei tanto por um domingo e a ansiedade pelo desfecho, que se misturava a toda hora com o medo do final indesejado, deixava tudo um pouco mais dramático do que deveria. A maioria dizia que era apenas uma questão de tempo. Que estava na cara que o Corinthians seria campeão. Mas, por mais óbvio e clichê que seja dizer isso, futebol é futebol e Corinthians é Corinthians. Ou seja, a gente espera de tudo – para o bem e para o mal.

Foram 90 minutos que pareceram o dobro ou até mesmo o triplo. Os 90 minutos mais longos dos últimos tempos. E, dentro da minha cabeça, o otimismo e o pessimismo se confrontavam a todo instante e faziam minhas mãos suarem frio. As mesmas mãos tapavam os olhos parcialmente em momentos de perigo. Levavam também o travesseiro à cabeça, como se isso fosse capaz de acalmar a batalha que acontecia lá dentro.

Quando o jogo do Vasco terminou, o Corinthians era, enfim, confirmado campeão brasileiro de 2011. Mas, como se algo ainda pudesse dar errado, eu fiz questão de esperar pelo apito final no clássico paulista para só então deixar o nervosismo ir embora e comemorar. Esse Corinthians é um dos mais cheios de raça que vi nos últimos anos, por isso, o título foi mais do que merecido e, como sempre, a festa foi linda.

Quem não gosta de futebol pode não entender como “22 homens correndo atrás de uma bola” pode ser tão interessante. E, sabe, eu também nunca entendi. Mas esse é o tipo da coisa que não se justifica, simplesmente se sente. E quem já sentiu essa paixão incondicional não precisa de explicações coerentes.

O já tradicional “Vai Corinthians” funcionou como nunca e agora, é penta!

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