Monthly Archives: October 2011

10 filmes de terror que realmente me assustaram

Já que hoje é Halloween, vamos falar sobre coisas assustadoras? Eu costumava ser viciada em filmes de terror e adorava sentir aquele medo – quandt maior o frio na espinha, melhor. Mas o tempo passou, minhas irmãs casaram e, logo, eu não tinha mais quem chamar pra ir ao banheiro comigo no meio da noite, depois de assistir a um bom filme de terror (hahaha). Por essas e outras, fui deixando o gênero de lado e, perdi tanto o costume (e fiquei tão cagona) que, hoje em dia, simplesmente não assisto mais. Mas já vi o suficiente para contar para vocês quais foram os 10 filmes de terror que realmente me assustaram:

10. Halloween – A Noite do Terror (1978)

Eu tenho uma teoria sobre Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo), Jason (Sexta-Feira 13) e Michael Myers (Halloween). O Freddy pode ser sádico, mas, no fundo é um bobão que, literalmente, corre atrás de suas vítimas e raramente as alcança – e nos sonhos, ainda por cima. Já o Jason é recalcado e lerdo que, na vida real, jamais chegaria em seus alvos. Já o Mike Myers é bem espertão: ele não corre atrás de ninguém e nem é lento. Ele simplesmente aparece na frente da sua próxima vítima e, sem fazer cerimônia, cumpre sua missão. Por isso, eu sempre tive mais medo de Michael do que de Freddy ou Jason. (e a musiquinha é super tétrica)

9. Os Estranhos (2008)

O roteiro é simples: três pessoas estranhas invadem uma casa de veraneio e, em vez de simplesmente assassinar o casal que lá se encontra, fazem tortura física e psicológica. Mas sabe o que realmente me assusta nesse filme? É a ausência da dúvida: essa história pode acontecer a qualquer momento na vida real. Lembro de ter saído do cinema com uma sensação bem ruim – ou seja, o filme cumpre o que promete.

8. Horror em Amityville (2005)

Remake do filme homônimo de 1979, Horror em Amityville foi um dos últimos (sim, últimos, haha) filmes de terror que vi no cinema. A história é sobre uma casa mal-assombrada que já levou um homem a assassinar sua família inteira. Quando um novo casal se muda para o terreno, eventos estranhos começam a acontecer. Ok, a história pode parecer batida hoje em dia, mas o que é realmente assustador é que o filme é baseado em fatos reais. Já havia assistido ao original, mas era muito nova e não me lembro bem. Mas a nova versão de Horror em Amityville tem cenas bem feias e me deixou com aquela sensação ruim depois.

7. 13 Fantasmas (2001)

13 Fantasmas é um filme forçado e com enredo fraco. Mas as figuras são muito feias e as cenas de “perseguição” realmente causam pânico. Sabe aqueles filmes que fazem você subir uma escada correndo só porque está medo de ser atacada por uma das criaturas? Então, é esse.

6. O Chamado (2002)

O Chamado é um clássico moderno entre os filmes do gênero e com todos os méritos: o roteiro é diferente e misterioso, a assombração (nossa querida Samara Morgan) é horrorosa e as cenas de terror são realmente assustadoras. Eu assisti ao original (o japonês Ringu) e, embora muitos o considerem mais assustador, eu ainda acho que Hollywood conseguiu fazer uma versão melhor. Quem não ficou com medinho da televisão depois de assistir O Chamado? Hahahaha!

5. Poltergeist (1982)

Clássico entre os filmes de terror, Poltergeist me aterrorizou horrores – já que, além de ser realmente assustador, eu devia ter menos 10 anos quando assisti. Mas devo confessar que, algum tempo depois, revi e não achei tudo isso. Mas que também fica aquele mal estar com a televisão depois, ah, fica sim! (“Não vá para a luz, Carol Anne”, hihihi)

4. Os Outros (2001)

Não sou especialista em filmes de terror, mas acho que Os Outros pode ser considerado um dos melhores do gênero. O longa já traz um clima pesado por se passar em uma mansão escura durante a 2ª Guerra Mundial. Além disso, todas as personagens do filme são meio esquisitas: a mãe super protetora (Nicole Kidman), as crianças supostamente doentes e os empregados misteriosos. Mas o verdadeiro mérito de Os Outros está no final surpreendente. Mesmo depois de O Sexto Sentido, o filme conseguiu surpreender e assustar. (eu vi no cinema e gritei quando a velha abre a porte do armário, haha)

3. O Sexto Sentido (1999)

O Sexto Sentido é um filme simplesmente sensacional. Em uma época que os filmes de terror ainda estavam na era da violência (como Pânico, por exemplo), O Sexto Sentido chegou com uma proposta diferente: um garoto que era capaz de ver pessoas mortas. O interessante é que o filme consegue ser assustador sem ser apelativo, misterioso sem ser chato e ainda tem uma forte carga emocional – por conta da relação conturbada entre Cole e sua mãe, da morte de Malcolm e da amizade que nasce entre ele e o garoto. O desfecho de O Sexto Sentido é simplesmente incrível (e, na época, era super original) e, mesmo dando aquele arrepio de “coisa ruim”, ainda consegue ser emocionante.

2. Espíritos (2004)

Espíritos chegou ao Brasil apenas em 2006 e foi o primeiro filme realmente assustador que eu assisti desde Os Outros –  no cinema, ainda, para piorar a situação. A história é boa e tem aquele ar de mistério, mas as cenas de assombração são muito feias e é isso que faz com que o filme seja realmente bom. A minha única dica é: quem não assistiu, assista. E assistam também Espíritos 2. 

1. O Exorcista (1973)

Acho que não existe filme de terror mais icônico do que O Exorcista. Acredito que a história tenha mexido muito com questões religiosas na época em que o filme foi lançado, além de trazer cenas fortíssimas – o que eu acho que estabeleceu um novo padrão entre os filmes do gênero. De resto, O Exorcista dispensa qualquer comentário – é um “must watch”! Uma pena que as sequências sejam tão ruins…

Ps: o que acho mais legal sobre O Exorcista é que ele foi lançado em plena segunda fase da Crise do Petróleo e alguns especialistas dizem que essa foi uma das razões para que o filme fosse o sucesso que foi. A questão é que o demônio que possui Regan fazia alusão à crise que abatia os EUA. No mínimo, interessante.**

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[extra] Para ler

Apesar de gostar de filmes de terror, o gênero está bem longe de ser um dos meus favoritos quando o assunto é leitura. Por isso, eu li apenas um livro do estilo, o Formaturas Infernais, e só porque tinha Meg Cabot no meio, hahaha! Não achei os contos assustadores, apenas um deles realmente me deixou tensa. Mas acho que vale a pena para quem gosta de uma das 5 autoras ou aprecia livros do gênero.

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Depois de mais um post gigante, quero saber: quais foram os filmes de terror que realmente assustaram vocês?

**O mesmo aconteceu no começo da década de 1930, logo após o Crack da Bolsa de Nova Iorque, quando foram lançados filmes como Godzilla, Frankenstein e King Kong. Os monstros de longas como esses eram vistos eram como uma metáfora para a crise econômica pela qual grandes potências do mundo passavam. 

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Box: troca de corpo/viagem no tempo

Domingo à noite, nada para assistir na televisão, até que me deparei com o “novíssimo” De repente 30, com Jennifer Garner e Mark Ruffalo. Esse é o típico filme que, não importa quantas vezes eu assista, sempre que eu puder, vou parar para rever. Estou contando isso porque foi exatamente aí que eu tive a ideia de fazer esse post para o blog. A troca de corpos ou viagem no tempo são temas batidos, mas que quase sempre rendem histórias, pelo menos, engraçadas.

Para assistir

De repente 30

Como falei acima, De repente 30 é aquele filme que eu não me canso de assistir. O roteiro pode ser clichê, mas o longa tem uma certa mágica, que não sei explicar. Uma das minhas cenas preferidas é quando Jenna dança Thriller, do Michael Jackson, e é acompanhada pelos convidados da festa. Além disso, acho que o filme passa uma mensagem legal sobre amizade, lealdade e caráter. (e eu adoro o Mark Ruffalo)

Sexta-feira muito louca

Sim, Sexta-feira muito louca é mais um dos filmes aos quais eu raramente consigo resistir. Mais uma vez, o roteiro é batido, mas sempre dou risada com as atuações de Lindsay Lohan e, principalmente, Jamie Lee Curtis – tá, e também choro durante o discurso da Anna no jantar de ensaio do casamento.

Quero ser grande

Quero ser grande é um clássico do estilo, mas confesso que só assisti recentemente – e amei. O filme tem muitas doses de humor, mas é mais profundo e sensível do que uma simples comédia. Tom Hanks, como de costume, está sensacional – sua atuação lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator.

Se eu fosse você

Não sou fã de cinema brasileiro, mas admito que Se eu fosse você me surpreendeu e rendeu boas risadas. O filme é também uma espécie de guerra dos sexos, pois a troca de corpos entre Helena e Claudio acontece, em partes, porque ambos precisam entender os obstáculos que cada um enfrenta. Na minha opinião, o sucesso do longa tem muito a ver com as atuações dos sempre ótimos Tony Ramos e Glória Pires.

17 outra vez

Assisti esse filme por partes, o que quer dizer que ele não me cativou muito. Então, não farei muitos comentários, haha.

Garota Veneno

A troca de corpos inusitada entre Jessica, uma bela líder de torcida, e um homem de meia idade, interpretado por Rob Schneider, só poderia resultar em um filme engraçadíssimo. A minha queridinha Rachel Mc Adams fez bem o papel de a garota popular/homem sem rumo, mas o destaque de Garota Veneno fica mesmo por conta de Rob – Anna Faris, como April, a melhor amiga de Jessica, também roubou algumas cenas.

Eu queria ter a sua vida

Em Eu queria ter sua vida, um pai de família troca de corpo com seu melhor amigo, que ainda está na fase de curtir a vida. Um filme que quero ver (porque adoro os protagonistas Ryan Reynolds e Jason Bateman), mas que vou esperar chegar às locadoras. Ah, sim, o filme está em cartaz nos cinemas!

Para ler

Cabeça de vento e Sendo Nikki, Meg Cabot

Emmerson Watts é uma adolescente normal, até o dia em que sofre um acidente e troca de corpo com Nikki Howard, uma top model. Esse poderia ser o sonho de muitas meninas, mas Emm odeia sua nova vida, ainda mais quando descobre que ser Nikki não é tão fácil quanto pode parecer.

Leia mais aqui e aqui

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Vocês lembram de mais algum?

Nota de rodapé: que fique claro que o tema “viagem no tempo” desse post não remete à viagem no tempo da ficção científica. Esse é assunto para outra vez!

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Trilha sonora da fossa

Não gosto de ficar na fossa e a minha costuma ter tempo pré-determinado de duração. Mas confesso que, quando fico wannabe de deprimida, aproveito para refletir bastante e também escrever – momentos de tristeza são extremamente criativos. E, como tudo na minha vida tem trilha sonora, com o período de fossa não é diferente. A seguir, meu kit de sobrevivência musical  para os dias em preto e branco:

10. Only When I Sleep, The Corrs

But it’s only when I sleep, see you in my dreams…

9. Quicksand – Britney Spears

‘Cause the ground is breaking, I can feel it shaking, wish it was that easy, but it’s not that easy. Gotta hold my hands up, gotta keep my head up
gotta keep on breathing, baby even if we’re sinking…

8. Keep holding on – Avril Lavigne

Keep holding on, ’cause you know we’ll make it through. Just stay strong, ’cause you know I’m here for you.

7. Where have you been? – Reel Big Fish

You say you love me, love me again. So, if you love me, where have you been?

6. Even angels fall – Jessica Riddle

She made it easy, made it free, made you hurt till you couldn’t see. Sometimes it stops, sometimes it flows, but baby that is how love goes.

5. For what it’s worth? – The Cardigans

For what it’s worth? I like you. And what is worse, I really do. Things have been worse and we had fun fun fun ’til I said I love you. And what is worse, I really do!

4. This is a low – Blur

This is a low, but it won’t hurt you. When you are alone, it will be there with you finding ways to stay solo.
3. All I want – The Cure

And all I want is to be with you again. And all I want is to hold you like a dog.

2. Nothing in my way – Keane

It’s just another day, nothing in my way, I don’t wanna go, I don’t wanna stay, so there’s nothing left to say. So why’d you lie? When when you wanna die, when you hurt inside, don’t know what you lie for anyway? Now there’s nothing left to say.

1. Heavily Broken – The Veronicas

Almost giving up on trying. Almost heading for a fall. And now I’m screaming and I’ve gotta keep on fighting. But, then again, it doesn’t end.
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Espero que ninguém esteja na fossa, mas, se por acaso estiver, estão aí minhas indicações!

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Filme e livro: Qual seu número?

Assim que eu li a sinopse de Qual seu número?, achei a história original e bem interessante. Quando descobri que a versão cinematográfica já ia estrear no Brasil, corri para ler a tempo de assistir ao longa nas telonas. O “esforço” valeu a pena: amei o livro e gostei muito do filme. E, agora, é claro que vou contar tudo o que achei aqui para vocês =)

O livro

Delilah Darling está com quase 30 anos e já transou com 19 homens. Essa marca (assombrosa para muitas) nunca a incomodou, até o dia em que descobre, por meio de uma pesquisa, que cada mulher transa com, em média, 10,5 homens até encontrar o cara certo. Ou seja, ela já dormiu com praticamente o dobro do ideal. Desesperada, Delilah decide que seu 20º parceiro será aquele com quem, enfim, irá se casar. No entanto, seu plano vai por água abaixo, quando ela gasta sua última chance com um homem que tem potencial zero  para ser seu marido. Então, para não ultrapassar a marca de 20 homens, Delilah decide ir atrás de todos os seus ex-namorados a fim de fazer com que as coisas deem certo com um deles. E seu vizinho irlandês (e perigosamente sexy) Colin Brody será um aliado e tanto em sua jornada.

A narrativa em primeira pessoa é divertida e faz com que a história flua, sem ser rápida ou devagar demais. Delilah é uma mulher corajosa e de  senso de humor apuradíssimo. A diagramação do livro é um espetáculo a parte: páginas que imitam folhas de caderno, fontes cursivas, mapas e o formato diário tornam a leitura mais dinâmica e leve. A única coisa que não gostei é que o livro tem muitas notas de rodapé. Na verdade, algumas são da própria Delilah e servem para dar mais um toque de humor sem quebrar o ritmo da história. Mas acho que o tradutor quis entrar na onda e resolveu adicionar também suas próprias notas de rodapé. Acreditam que ele colocou observações para coisas como Starbucks e Manhattan?

Eu achei que Qual seu número? seria apenas mais um para a minha lista de livros lidos. Mas me surpreendi muito – e como eu adoro isso! A obra de Karyn Bosnak é digna do grupo de favoritos, pois faz refletir, emociona e, acima de tudo, diverte. Delilah é como qualquer uma de nós: apesar de ser realista na maior parte do tempo, ainda sonha com o homem perfeito e não entende por que suas relações dão errado.

Ela pode ser egoísta e inconsequente em alguns momentos, mas o que ela quer é aceitar e, mais do que tudo, entender a forma como as coisas se desenrolaram em sua vida. No final das contas, ir atrás dos 20 homens pode não ter acabado como Delilah esperava. Mas a jornada serviu para que ela resolvesse problemas pendentes (com os outros e consigo mesma) e livrasse a alma de alguns “carmas”. Só assim ela poderia seguir em frente, fazendo suas próprias vontades, sem se importar com padrões impostos pela sociedade. A aventura, aliás, se revela justamente uma busca pela sua própria verdade.

Ps: mesmo sabendo que Anne Hathaway interpretaria a protagonista de Um Dia nas telonas, não consegui imaginá-la como Emma Morley durante a leitura. Já quando eu soube que Anna Faris e Chris Evans dariam vida à Delilah e Colin, não consegui mais tirar os dois das cenas do livro – perfeitos para os papéis.

Título original: Twenty Times a Lady
Autor: Karyn Bosnak
Ano: 
2011
Páginas: 
414
Tempo de leitura:
 4 dias
Avaliação: 
4,75 estrelas (por causa das notas de rodapé)

Mais livros aqui!

O filme

Enquanto comédia romântica, Qual seu número? está dentro dos padrões: tem tudo o que esperamos de um filme do gênero e conta com romance e humor na medida certa. No entanto, como versão cinematográfica da obra de Karyn Bosnak, eu tenho que dizer que o longa deixa a desejar. As divergências começam logo no título: o nome original do livro é Twenty Times a Lady (“vinte vezes mulher”, em tradução livre), já o filme foi intitulado Qual seu número? – e a versão brasileira do livro ganhou o mesmo título.

Durante o longa, outras diferenças começam a surgir: se não me engano, 19 d0s 20 homens do filme têm nomes diferentes dos do livro. E, se na obra original, Delilah sai em busca de todos os seus ex-namorados, sem descartá-los antes de ter uma boa razão, no longa, a protagonista escolhe apenas alguns poucos para apostar. Eu sei que não caberiam tantos casos em 106 minutos, mas as histórias do longa são diferentes da obra original, o que é uma pena, pois as do livro são pra lá de criativas e divertidas – e, tenho certeza, ficariam perfeitas nas telonas.

O bonitão principal da história, Colin Brody, é um irlandês que jura nunca ter magoado as mulheres – apesar de ter dificuldade em se envolver com elas. Já no longa, Colin, perfeitamente interpretado por Chris Evans, é um norte-americano no melhor estilo cafajeste – tudo bem, ele também tem seu lado fofo, mas ainda assim, é um garanhão (quase) incorrigível. Mas, para mim, nada poderia ser pior do que mudar o nome da protagonista. Sim, a do livro se chama Delilah Darling, já a do filme é Ally Darling. Alguém sabe o porquê?

Mudanças e frustrações à parte, gostei muito das atuações de Anna Faris e Chris Evans, que são os principais responsáveis para que o filme seja uma comédia romântica dentro dos padrões. Ela, que é uma das minhas atrizes de comédia favoritas, está ótima como sempre, garante boas risadas e personificou Delilah exatamente como imaginei. Ele, por sua vez, perigosamente lindo e sexy, tal qual Colin é sempre descrito – só faltou mesmo o sotaque irlandês.

E, para finalizar: eu sei que existem muitas questões por trás da adaptação de uma obra literária, questões sobre as quais nem fazemos ideia. Sei também que filmes baseados em livros se chamam adaptações justamente porque sofrem muitas mudanças até chegar às telonas.  Mas assistir a longas como Qual seu número? e Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, por exemplo, me faz pensar se essas diferenças entre cinema e literatura precisam realmente ser tão gritantes. Às vezes, parece apenas uma forma de usar uma boa história sem ser acusado de plágio…

Título original: What’s Your Number?
Diretor: Mark Mylod
Ano: 2011
Minutos: 106
Elenco:  Anna Faris e Chris Evans
Avaliação: 3 estrelas

Ufa, desculpem pelo post enorme… mas, e aí, quem viu/leu Qual seu número??

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Meu lado “nasci na época errada…”

Alguma vez vocês tiveram a sensação de ter nascido na época errada? Eu, apesar de gostar de muitas coisas atuais, sinto isso em relação à música. Gosto de coisas que meus pais curtiram na adolescência deles, bandas que existem desde antes de eu nascer e outras que tiveram o seu auge enquanto eu ainda nem sabia andar. Mas não tem problema porque sempre tem alguém disposto a nos mostrar o que a gente não pôde ver em “tempo real” =)

Beatles

Ok, Beatles não vale porque toca em casamentos e formaturas e todo mundo gosta de uma música, no mínimo. Mas eu cresci ouvindo os 4 garotos de Liverpool tocarem na cozinha de casa e posso dizer que gostaria de ter vivido, pelo menos, um dia durante o auge deles! Embora os últimos álbuns sejam mais aclamados, eu digo com toda a certeza que os meus favoritos são os sete primeiros (hahaha!), do Please Please Me ao Revolver!

Ps: na dificuldade de escolher uma só, optei por Do You Want to Know a Secret. Tão fofinha…

Beach Boys

Do Beach Boys, a maioria deve conhecer Surfin’ USA. Eu, particularmente, já enjoei dessa, mas gosto muito de outras. A minha favorita, Kokomo:

Ps: as adoradoras de comédias românticas já devem ter ouvido Beach Boys em dois filmes de Drew Barrymore – Don’t worry baby, em Nunca Fui Beijada, e Wouldn’t it be nice, em Como se fosse a primeira vez.

Blur

Antes do meu amor incondicional por The Killers aflorar, minha banda favorita era o Blur. Pro meu desgosto, as pessoas costumam se referir a eles como “a banda da música do ‘uhu'” (aka Song 2) ou “a banda da caixinha de leite” (falando sobre o clipe de Coffee & TV). Mas, pra minha felicidade, aprendi que eles são muito mais do que isso e vou compartilhar com vocês a música (lindíssima) que me fez revirar toda a discografia do Blur:

Suede

Quando eu me apaixonei pelo Blur, me apresentaram o Suede – banda inglesa que, ao lado do Blur e outros, foi uma das mais importantes do movimento britpop no começo dos anos 1990 (oi, eu tinha 2 anos). Também se tornou uma das minhas favoritas e, embora eu não ouça muito mais ultimamente, toda vez que escuto, eu penso “é foda”. Uma das mais conhecidas, Beautiful Ones:

The Smiths

Quando o Smiths estourou “nas paradas” eu não era nem um feto – ou seja, foi antes de 1988. Há quase 10 anos, porém, conheci a banda e comecei a gostar. Há 5, comecei a namorar e o boyfriend, que tem a minha idade, e é fã do Morrissey, ex-vocalista do Smiths. Então, se antes eu conhecia só um pouquinho da banda, agora posso dizer que conheço um pouco mais – e adoro! Não é o tipo da coisa que escuto sempre, pois me deixa meio melancólica. Mas de tempos em tempos, toca no meu iPod. Agora, com vocês, a declaração de amor mais cruel, mas ao mesmo tempo extremamente romântica, de todos os tempos, The is a light that never goes out:

Faith no more

O Faith no More voltou à ativa em 2009, mas o auge mesmo da banda foi nos anos 1990. Eu jamais diria que as músicas deles me agradariam, mas não é que eu gostei? São animadas, irreverentes e tem letras ótimas – e o vocalista Mike Patton é um fofo, haha! A minha favorita, Evidence, foge um pouco do estilo do FNM, mas vale a pena ser ouvida:

Red Hot Chili Peppers

Conheci o Red Hot Chili Peppers nas paradas do Disk MTV em 2000. Mas, como já falei pra vocês, tenho hábito de vasculhar a história das bandas que eu começo a gostar. Assim, comprei os CDs antigos do RHCP (faltam só 2 pra completar a coleção) e mergulhei a fundo na trajetória dos caras. Eu sei que a verdadeira alma deles ficou nos álbuns como Mother’s Milk e Blood Sugar Sex Magik, mas eu gosto tanto dos mais recentes…

Ps: Soul to Squeeze é minha música favorita, mas, antes da era Youtube, era difícil encontrá-la, pois ela é uma espécie de bônus e faz parte da trilha sonora do filme Goonies.

The Cardigans

Do Cardigans, a maioria conhece Lovefool (“love me, love me, say that you love me”) ou My Favourite Game. Eu me lembro bem de quando Lovefool tocava sem parar, lá em 1997… Mas, não foram essas músicas que me conquistaram e não foi nessa época que eu comecei a gostar de Cardigans. Graças à uma fossa, em 2006, eu ressuscitei Lovefool e acabei baixando várias outras. E me apaixonei por And Then You Kissed Me…

Ps: existe a And Then You Kissed Me II, igualmente linda, que é a continuação dessa acima.

The Pretenders

Os Pretenders fizeram sucesso no final dos anos 1970 e começo da década de 1980. Na verdade, não conheço tanto deles e só passei a ouvir porque Brass in Pocket, que a Scarlett Johansson canta em Encontros e Desencontros, é muito linda!

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Vocês também já tiveram a sensação de ter nascido na época errada?

Ps: post dedicado ao meu querido cunhado André que, indiretamente, salvou uma parte do meu gosto musical – e pra quem eu dou muito desgosto porque amo Britney Spears e outros, hahaha!

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Nem todo “te amo” é “bom dia”

Na minha época de escola, a gente dizia que gostava de um amigo com “te curto pacas”, “você é +QD+” e coisas do gênero. O “te adoro” era para os melhores e olhe lá. De uns tempos pra cá, porém, percebi que o “te amo”, que a gente só usava para o namorado, a mãe e o pai, virou lugar-comum entre os amigos também e, às vezes, parece ter o mesmo significado de um simplório “gosto de você”. Os mais  conservadores diriam que o “te amo” virou “bom dia” e, sabe, eles não estão errados.

Só que não podemos generalizar. Existem alguns “te amo” que significam exatamente o que devem significar. Porque amar um amigo não é como amar o namorado ou os pais. Mas pode ser como amar um irmão. E isso você só descobre quando a dor de quem você ama dói em você também.

Porque amizade também é uma forma de amor. E nem todo “te amo” é “bom dia” =)

Foto sxc.hu

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Cine Meme

Não é novidade para ninguém que eu adoro um meme, né? O de hoje é sobre cinema =)
1 – Qual seu filme preferido?
Assim como todo mundo, acho impossível escolher um só. Cada filme tem uma mensagem diferente para passar e, mais do que isso, nos toca de uma maneira diferente.
2 – Qual o tipo de filme que você mais curte: animação, romance, ação, drama, comédia, terror?
Comédia romântica sempre! Comédia, só se for das boas. E drama, se eu estiver no clima.
3 – Qual filme de efeito especial você mais curtiu?
Scott Pilgrim Contra o Mundo. Ok, não é o mais inovador da face da terra, mas eu adorei a história, as personagens, o estilo do filme e os efeitos especiais inspirados em videogame – mesmo não sendo os mais incríveis. Na verdade, acho que o que mais me cativou no longa foi a originalidade.
4- Cite um filme de: Romance, Ação, Drama, Comédia e Terror.
Romance: Te Amarei Para Sempre
Ação: Piratas do Caribe
Drama: Closer – Perto Demais
Comédia: Todo Mundo em Pânico
Terror: Espíritos
5 – Se pudesse atuar em algum filme, qual teria sido?
Acho que seria algum de super-herói, pra poder “viver” uma realidade bem diferente da minha. Ou algum filme de época, pela mesma razão.
6- Cite, na sua concepção, melhor ator e melhor atriz em suas melhores atuações.
Natalie Portman em Closer – Perto Demais e Colin Firth em O Discurso do Rei. (não são “os melhores”, mas são ótimos e os primeiros que me vieram à cabeça, haha)
7- Qual o pior filme que você já assistiu?
O Exorcismo. Driblei o medo para assistir, achando que seria cheio de cenas assustadoras, e só me decepcionei. O bom é que não fiquei com medo nem por um minuto, hahaha!
8- Filmes que não assistiria?
Acho difícil dizer que não assistiria a algum filme. Mas, no momento, eu não gostaria de ver nenhum da série Atividade Paranormal. E não é porque não gosto… é só que sou muito influenciável e depois fico com medo por, pelo menos, uma semana, haha!
9 – Indique alguns filmes.
O Amor Não Tira Férias; Amizade Colorida; Scott Pilgrim contra o mundo; Ponto Final – Match Point; Closer – Perto Demais; O Noivo da Minha Melhor Amiga; Apenas Uma Vez; Te Amarei Para Sempre; Tudo em Família, etc., etc., etc….

Quem quiser copiar o meme, fica à vontade ;) (eu roubei do blog da Julia G!).

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