Monthly Archives: July 2011

Intolerante ou geniosa? Compreensiva ou tonta?

Dizem por aí que a vida moderna deixa todo mundo com menos paciência. Se isso for verdade, imagina quem já nasceu sem? Bom, esse parece ser o meu caso. Nunca fui uma pessoa paciente e, com o passar dos anos e o acúmulo de responsabilidades, fui ficando cada vez mais intolerante. As pessoas costumam achar meu jeito engraçado e, é verdade, os desabafos de irritação costumam ser divertidos. Mas estou percebendo (só agora) que essa história de ser intolerante/impaciente/chata/whatever só traz prejuízos para mim mesma. E estou tentando ser mais calminha. Mas como é difícil!

Lembram do Garoto Enxaqueca?

Intolerante ou geniosa?

Quando a gente tem uma característica duvidosa e quer admitir sem ser tachado de chato, dizemos que somos “geniosos” ou temos “personalidade forte”. Boa saída, né? Mas, até que ponto não tolerar algumas coisas é ser apenas uma pessoa de gênio forte? Será que vale a pena externar tudo aquilo que não gostamos? Olha, ultimamente tenho achado que a intolerância só é desagradável, além de ser uma forma bem eficiente de trazer mais stress e problemas. Mas, ao mesmo tempo, é tão tentadora…

Compreensiva ou tonta?

Se tem uma coisa que eu simplesmente odeio é sentir que estou sendo feita de idiota. Tudo bem, ninguém deve gostar. Mas eu simplesmente não consigo deixar pra lá, levar numa boa. E aí entra um novo dilema: ser mais compreensiva, “de boa”, não é a mesma coisa que fazer papel de tonta por querer?

Bom, depois de refletir por um tempo, cheguei à conclusão que qualquer bobo chegaria: o ideal é encontrar o equilíbrio, sendo compreensiva ou intolerante na medida e situações certas. Mas, se encontrar o equilíbrio fosse fácil… ah, como as coisas seriam diferentes!

Mas ser mais calma e compreensiva será meu novo desafio: será que eu chego lá?

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O Noivo da Minha Melhor Amiga

O Noivo da Minha Melhor Amiga foi um dos poucos livros que li só depois de ter assistido à versão cinematográfica. Essa, geralmente, não é a melhor das experiências, pois quando você vai ler o livro já sabe o final e já está influenciada pelas atuações dos atores. Mas, nesse caso, uma coisa definitivamente complementou a outra. Se, por um lado, o livro oferece os pensamentos mais sórdidos da protagonista, por outro, o filme transforma tudo em “realidade”. E se é divertido apenas imaginar as personagens e dar a elas as características físicas que você quiser, também é interessante quando os atores as personificam tão bem que é como se tivessem sido criadas apenas para esse fim.

O filme

Viciada em comédias românticas que sou, claro que adoro um filme que tem casamento no meio. Se tiver o/a melhor amigo/a envolvido/a, melhor ainda! Acho que é porque é o tipo de história que não acontece aos montes por aí, mas que é perfeitamente real e, além do amor, envolve amizade também. O Noivo da Minha Melhor Amiga me surpreendeu porque, apesar de ter um roteiro batido, consegue manter a dúvida no ar até o fim e explora muito bem os mixed feelings. Tem momentos em  que você está do lado de Rachel, outros de Darcy. Ora ama Dexter, ora acha ele um  babaca.

Como o longa é bastante fiel ao livro, um dos grandes pontos positivos fica por conta do elenco: Ginnifer Goodwin (Rachel), Kate Hudson (Darcy) e Colin Egglesfield (Dexter) estão perfeitos nos papéis – além de John Krasinski, que interpreta o melhor amigo de Rachel, Ethan.

Título original: Something Borrowed
Diretor: Luke Greenfield
Ano: 2011
Minutos: 112
Elenco: Ginnifer Goodwin, Kate Hudson, Colin Egglesfield e John Krasinski
Avaliação: 4 estrelas

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O livro

Eu amei tanto o filme que, mesmo não gostando de ler um livro depois de assistir à sua adaptação para o cinema, resolvi comprar a obra original. Para a minha surpresa, me apaixonei pelo livro também, devorei-o em pouco tempo e, mesmo sabendo de toda a história, tive algumas surpresas e momentos de tensão ao longo da leitura. Como disse acima, o filme é bem fiel, mas a obra original traz algumas personagens a mais e outros conflitos paralelos – coisas que não fazem falta no filme, mas complementam a história no livro.

Título original: Something Borrowed
Livro seguinte: Something Blue
Autor: Emily Giffin
Ano: 2005
Páginas: 352
Tempo de leitura: duas semanas
Avaliação: 4 estrelas

Qual é melhor?

Difícil escolher… eu, geralmente, fico com o livro. Mas acho que, no caso de O Noivo da Minha Melhor Amiga, a versão cinematográfica ficou perfeita e, ainda que com algumas diferenças no roteiro, passa os mesmos sentimentos e reflexões do livro – o que é um ponto mais do que positivo. Então, para quem já assistiu ao filme, ler o livro não é desperdício de tempo. E quem não assistiu ainda deve ler para depois ver.

Vocês já assistiram/leram? O que acharam?

Nota de rodapé: A continuação de O Noivo da Minha Melhor Amiga se chama Something Blue e conta a versão de Darcy, a noiva e melhor amiga.

Mais Emily Giffin:

Ame o que é seu
Something Blue 

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Sweet talk, here we go!

Eu sempre fui um pouco hiperativa. E sempre odiei me sentir entediada . Na infância, a hiperatividade se manifestava em treinos de natação, seguidos por pedaladas infinitas em volta do quintal. Anos depois, gastava parte das energias em partidas de handball na escola e complementava o dia com jogos solitários de vôlei. Hoje, deixo a minha hiperatividade escapar principalmente em forma de palavras – como se escrever por ofício já não fosse suficiente – e é nelas também que encontro uma fuga para o tédio.

O blá blá blá acima é todo verdadeiro. Mas também é uma desculpa para a criação de mais um blog. Estava feliz e satisfeita até outro dia, quando o bichinho da hiperatividade me atacou de novo e, como se fosse uma refém indefesa, me senti obrigada a buscar um novo desafio. Aqui, eu quero falar um pouco sobre tudo o que eu gosto (livros, filmes, música, girlie stuff, etc.), expressar opiniões, compartilhar ideias e reflexões. Com uma pitada de hiperatividade descontraída e outra do meu humor mau humorado.

Here we go?

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